domingo, outubro 31, 2010

ENFIAR A CARAPUÇA

Significado: Sentir-se ofendido ou identificado com alguma situação.

Origem: Por altura da Inquisição, durante a Idade Média, os Judeus eram obrigados a usar um chapéu bicudo, para que pudessem ser distinguidos dos outros cristãos.

DA MÃE, APENAS ISTO!

O ISQUEIRO DA COZINHA ESTÁ ESTRAGADO!!!

Post it da mãe

Célia,
Não fiz a tua cama, porque penso que queres fazê-la de lavado!!!
Maria Emília

MAIS UM RECADO

Célia,
encosta bem os trapos junto à porta, pois pode vir chuva e entrar cá para dentro!
Maria Emília

Paco de Lucia - Entre dos aguas (1976)

OUTRO RECADO

Célia,
não sei é preciso urina (por sim ou não), se quiseres faz para o frasco.
Leva estes dois pacotes de açucar e se for preciso depois, come alguma coisa no Camelo (café junto ao laboratório de análises).
Maria Emília

FAZER TÁBUA RASA


Significado: esquecer completamente o assunto.

Origem: Os empiristas romanos, seguidores do filósofo Grego Aristóteles, diziam que a alma sem experiência era como uma tábua rasa. A tabula rasa era uma pequena tábua de cera que não tinha nada escrito ou desenhado. Mais tarde, o termo foi adoptado para a vida urbana e transformado para o significado que hoje conhecemos, ou seja, esquecer e não ligar a determinado assunto.

SALVEM OS RICOS

terça-feira, outubro 26, 2010

PASSADO LONGÍNQUO

MALUCO DE ALCOBAÇA NA COVA DE IRIA

Um pequeno recado

"Célia
Não apagues o candeeiro, para quando o telefone tocar (Despertador) não tropeçarmos."
Maria Emília

CAI O CARMO E A TRINDADE

Significado:
Desgraça, aparato, barulheira, supresa e confusão

Origem:
O terramoto de 1755 deixou muitas marcas físicas. Mas há marcas culturais que também persistem. Uma delas é esta expressão.
Durante o terramoto, ouviu-se um enorme estrondo por toda a cidade de Lisboa. Quando os habitantes qual tinha sido a verdadeira causa de tal barulheira, logo disseram "Caiu o Carmo e a Trindade". Isto é desabaram os Conventos do Carmo e da Trindade.

Sem comentários

"Que estranho destino é o meu que apenas me consente paixões ardentes e me faz esgotar em amores improváveis"

José Manuel Saraiva in Aos Olhos de Deus

A dedicatória do Viriato

Caricatura

sexta-feira, outubro 08, 2010

ERRO CRASSO

Na Roma Antiga, o poder dos generais era tripartido. O primeiro triunvirato e que se tornou no mais conhecido, era composto por Caio Júlio, Pompeu e Crasso.
Foi dada uma simples missão a este último: atacar os Partos, um pequeno e inofensivo povo. Crasso descurou qualquer estratégia e o resultado foi a derrota.

Falling Down - I want breakfast

CALCANHAR DE AQUILES

O significado: Ponto fraco.
A origem deve-se à mitologia grega, que segundo esta, Tétis, mãe de Aquiles, queria tornar o seu filho indestrutível. Para que isso acontecesse, mergulhou-o num lago mágico, segurando-o pelo calcanhar. Alguns anos mais tarde, durante a Guerra de Tróia, Aquiles foi atingido no único sítio que não tinha sido mergulhado nas àguas mágicas, precisamente o calcanhar. Descobrindo-se assim, o único ponto capaz de enfraquecer o temido guerreiro.

quarta-feira, outubro 06, 2010

FESTIVAL DO CHÍCHARO - ALVAIÁZERE 2010

Chega o Outono e com ele mais uma festa, o chícharo de Alvaiázere.
A leguminosa é um género de faseoláceas. Semente comestível da mesma planta.
O chícharo é um dos géneros de plantas faseoláceas, cujo nome científico é Látiro.
Trata-se de ervas de caules alados ou angulosos e de folhas ordinariamente pinuladas divisão das folhas).
Em Portugal há muitas variedades, dentro as quais se notam os chícharos vulgares, os chícharos-miúdos, as ervilhas-de-cheiro, o experimenta-genros, o cinzirão, entre outros.
Conhecem-se cerca de cem espécies, das quais algumas são cultivadas como forragem (erva, palha ou feno, para alimentar o gado). As suas sementes utilizam-se muito na alimentação.
O Festival do Chícharo tem alargado vertentes a todos os níveis, que congrega a dinamização do tecido comercial e cultural.
Em Alvaiázere, tem passado dezenas de projectos ao longo de oito anos do Festival. Este ano do Planalto Mirandês actuaram os GALANDUM GALUNDINA, um projecto alicerçado na língua Mirandesa e nas suas tradições musicais..
Os MU, vencedores do Prémio Carlos Paredes, forma um dos grupos que actuaram na conciliação moderno-tradicional.
A abrir o Festival esteve presente uma figura de referência no panorama musical português, o cantor e compositor, Fernando Tordo e ainda o membro da QUADRILHA, SEBASTIÃO ANTUNES e a sua banda.
Ao longo de três dias, diferentes projectos passaram por Alvaiázere. O GRUPO CORAL DE MAFRA, o momento alto de GOSPEL, na Igreja Paroquial e da “movida” da zona Centro estiveram presentes os grupo GEFAF de Coimbra, PORTOFOLK de Penela, DRAMA E BEIÇO, OS SORRISOS, companhia de Tomar.
Encontros de carros, Filarmónicas, exposições, mercado, lançamento de livros, workshops e muitas outras iniciativas constituíram um programa diversificado, usufruído em grandes momentos de prazer.


VIAGEM À GRÉCIA 2010

No início do Outono, coloquei uma mochila às costas e rumei à Grécia.
Apesar do cansaço, a curiosidade de conhecer mais um país, revelou-se entusiasmante.
Em Atenas, passei-me pela Acrópole e no Agora, imaginando-me o Platão e o Sócrates a arrastar a sua toga.
Conheci o meu primeiro Grego, que me ensinou as asneiras, frases e palavras úteis. MALAKA, foi a minha primeira palavra grega, que significa “bater uma” ou “pívia”, se assim preferirmos. Esta palavra pode ser utilizada quando estamos chateados, e neste caso, é uma asneira das grossas. Embora seja também utilizada por todos, no bom sentido, que é como quem diz “cona”, “foda-se” ou “caralhos me fodam”.
Kalimera, foi a minha segunda palavra mais utilizada e fácil de memorizar, por causa do Kalimero, que foi ao cú à Abelha Maia. Quer dizer Bom-dia.
Lembro-me agora da outra asneira, ARRÌDÍ, que no vulgar português se pode traduzir por “caralho”.
Diz-me o meu primeiro amigo Grego: “Se disseres MALAKA e ARRÌDÌ, end of the conversation”. KALINICTA é Boa-noite e EFXARISTO obrigado.
Em Atenas hospedou-me um Grego economista com quem se podia contar, mas depressa tomei o rumo das ilhas gregas.
Fazia calor e uns bons mergulhos no Mar Egeu, pareceu-me uma excelente ideia. Visitei a ilha, assisti a uma missa ortodoxa e a um espectáculo tradicional, “made in Naxos”.
As últimas horas que passei nesta ilha foram cruciais, porque conheci o homem que tinha um Hotel e que passava os dias à espera que os barcos atracassem, com o intuito de “arranjar” hóspedes. Arranjou maneira de me irem esperar ao porto de Siros (a outra ilha que visitei).
O Hotel ficava localizado a 10 km da cidade. Comecei a ficar nervosa e perguntei incessantemente qual a melhor maneira de me deslocar.
Esperei o autocarro para a cidade, que tardou muito em chegar. Escolhi um Bar e bebi em Vodka o dinheiro do Táxi que teria que pagar na volta.
Conheci o “Jerónimo”, um Grego que parecia um índio das Américas. Gostava de “pinga” e tinha um delicioso sentido de humor.
De súbito, entrou na minha vida o Andonis. Gostou de mim, aliás, gostou demasiado. Era também um “Chambre, Room, Zimmer”, à cata de hóspedes no porto.
Foram dois dias passados num sítio pacato, onde se fazia praia e se bebia copos à noite. Uma família Irlandesa marcou presença com muitos copos, conversa e mais copos, na qual se destacava o Pai, com idade para ser meu avó.
De volta a Atenas, de mochila às costas, observo os Gregos, faço “casting” aos mais giros e concluo que são mais agressivos que nós, miram as gajas, tiram bem as medidas, como se fossem costureiros. Uns são muito simpáticos, a maior parte nem por isso, principalmente na cidade.

BOLEIA AO PALHAÇO

Certo dia, há muitos anos, dirigia-me de carro à Sunset.
Decorria o Carnaval na altura e parei para dar “boleia” a um palhaço.
Apesar de estar um pouco “tocada” pela “pinga”, cheguei ao destino.
Encontrei um lugar vago e estacionei.
O palhaço saiu do carro e para meu espanto, desapareceu. Olhei através dos vidros e nada. Como que por magia, o palhaço tinha eclipsado. De súbito, começo a ouvir gemidos, muito suaves, mas audíveis. Sai do carro (o meu saudoso Subaru), dirigi-me à traseira e de imediato verifiquei a lateral.
Apercebo-me que tinha estacionado a 10 cm de um buraco, que mais parecia uma cratera e que o palhaço estava no fundo, envolvido em silvas e urtigas.
Tinha saído do carro, colocando o pé em falso, caindo imediatamente em terreno incerto.

The Cook The Thief His Wife And Her Lover

sexta-feira, setembro 17, 2010

Àlvaro de Campos

"Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser..."

Àlvaro de Campos

"Queriam-me casado, cotidiano, fútil e tributável?
Queriam-me o contrário disso, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, faria a vontade de todo mundo.
Assim, como sou, tenham paciência!"

FERNANDO PESSOA

"Deus é um conceito económico. À sua sombra fazem a sua burocracia metafísica os padres das religiões todas"

FERNANDO PESSOA

"Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada."

FERNANDO PESSOA

"Sábio é aquele que se contenta com o espectáculo do mundo"

Soberbo

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.


Àlvaro de Campos

quinta-feira, setembro 16, 2010

ZECA AFONSO

MARADONA NA SELECÇÃO NACIONAL



Maradona quer treinar a Selecção de Portugal.
Diego Armando Maradona encara com entusiasmo a possibilidade de suceder a Carlos Queiroz no cargo de seleccionador de Portugal. Uma informação apurada pelo nosso jornal e confirmada pelo braço-direito de El Pibe, o também ex-jogador Alejandro Mancuso, que integrou como adjunto a comissão técnica liderada por Maradona na selecção argentina entre 2008 e 2010.



COFIDES

sábado, setembro 11, 2010

Cruzeiro ao Douro



A subida ao Douro é magnífica, primando pela paisagem, apreciada confortávelmente no barco que faz a travessia.
A companhia não foi de forma alguma a ideal, longe disso. Não sendo totalmente desagradável, aprecia-se e desfruta-se o bom vinho do Porto, servido antes do almoço delicioso, rodeados de vinhedos, monte verdes e o movimento suave da passagem pelas àguas tranquilas do Douro.
Abate-se sobre nós um calor abrasador, que nos acompanha no longo percurso de comboio na volta.
Apeamos na bela Estação de S. Bento e na cidade do Porto, somos invadidos pela brisa suave do final de tarde.

(DE)SEJO

"Em filosofia, o desejo é uma tensão em direção a um fim considerado pela pessoa que deseja como uma fonte de satisfação. É uma tendência algumas vezes consciente, outras vezes inconsciente ou reprimida. Quando consciente, o desejo é uma atitude mental que acompanha a representação do fim esperado, o qual é o conteúdo mental relativo à mesma. Enquanto elemento apetitivo (o apetite é o desejo de comer, alimentar-se, a fome sentida. O apetite existe em todas as formas de vida, e serve para regular uma ingestão adequada da energia necessária para manter o metabolismo), o desejo distingue-se da necessidade fisiológica ou psicológica que o acompanha por ser o elemento afectivo do respectivo estado fisiológico ou psicológico.
Tradicionalmente, o desejo pressupõe carência, indigência. Um ser que não caressesse de nada não desejaria nada, seria um ser perfeito, um deus. Por isso Platão e os filósofos cristãos tomam o desejo como uma característica de seres finitos e imperfeitos."
Na enciclopédia  Lello Universal, desejo é definido como: "...Cobiça. Vontade. Aspiração da Alma da posse de um bem. .... Apetite. Querer. Ambicionar. Anseio.Intenção."
Digamos que por mero acaso, apercebi-me que da palavra desejo, se compõe pela palavra sejo, (de)sejo.
Sejo é a minha identidade, que remonta desde tenra idade. A minha mãe, costumava dizer-me: "Não sejas má!" e eu respondia, invariavelmente, "Sejo!"
O meu percurso é minado de atitude "sejo" e isso é definitivamente um (de)sejo.

TOPO GIGIO

David Bowie "Space Oddity"

FODA_SE

TRABALHA

Metallica- Ecstasy of Gold (Ennio Morricone Tribute)

DEVES

PODE-SE CHORAR

quinta-feira, setembro 02, 2010

Jeóvas

Não sendo tão agressivos, não deixam de explorar e realizar incessantes "lavagens cerebrais" aos comuns dos mortais.
Andam na rua, batem à porta e surgem onde menos se espera, com a pastinha atolhada de livrinhos apelativos, preparados paraconverter quem passa.
Debatem a fé e apelam a Jeóva, indicando os locais, horas e datas das sessões, onde irão extorquir dinheiro e prometer um lugar no céu.
Livrem-se os que lhes podem "cair nas mãos".

REINO UNIVERSAL DO REINO DE DEUS

Dedico esta publicação à Igreja Universal do Reino de Deus.
Fui assistir a uma sessão, para de alguma forma compreender a motivação crescente da fé, da humilde gente que por ali se "passeia", depositando toda a confiança, dinheiro, esperando a resposta ou a solução, que possivelmente, nunca virá.
Simplesmente, achei abominável, que uma instituição explore monetária e espiritualmente pessoas tão humildes, vulneráveis e um pouco ignorantes, que por desespero depositam toda a sua energia e dinheiro nesta, que será possivelmente, a mais bem sucedida organiação financeira.








BULGÁRIA DEZEMBRO 2009

Demos a "volta" à Bulgária de carro durante dez dias. Sempre a andar com dormida em Sofia. A caminho fomos dormir em Bourgas, em casa do Petar Petrov. Uma noite no carro em Plovid, seguindo-se uma dormida pouco acolhedora da Steliyana, em Veliko Tornovo, percorrendo mais uns kilometros até Stara Zagora, com direito a festa e a dormida proporcionada pelo bacano Nikolay.
De volta a Sofia, a última noite foi dormida na casa de família, da Maria Bulgara.
Hospitality Club no seu melhor.








quarta-feira, setembro 01, 2010

AINDA hÁ GENTE CRENTE

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "Combinações dificeis:Aquário e Caranguejo (não res...":

"nao acho que seja bem assim...eu sou caranguejo e ele é aquario, eu sei bem o que ele quer e nao o ''sufoco'' com as minhas necesidades. assim temos um relacionamento bom, ele me agrada como eu a ele. e eu como ja disse sou caranguejo e sou sim pegada á familia mas tambem adoro a liberdade e respeito a dele. por tanto eu acho que nos podemos dar bem, porque por mais que seja timida a timidez desaparece com o passar do tempo."
 
COMENTÁRIO EFECTUADO POR UMA PESSOA ANÓNIMA EM RELAÇÃO AO MEU CONSULTÓRIO DEBRUXARIA VIRTUAL.

quinta-feira, agosto 12, 2010

sábado, agosto 07, 2010

PORTUGAL À VENDA

SEM GRANDES SURPRESAS E  NENHUMA ESTRANHEZA, O PLANETA ESTÁ A DAR O PEIDO MESTRE.
A CRISE É GLOBAL E GENERALIZADA! NENHUM PAÍS ESTÁ IMUNE, NEM PROTEGIDO E PORTUGAL NÃO É EXCEPÇÃO, COM A AGRAVANTE DE SER A REPUBLICA DAS BANANAS, SEM PONTO POR ONDE SE LHE PEGUE!
SEM QUERER CAÍR EM CLICHÉS, NENHUM MINISTÉRIO GOVERNAMENTAL FUNCIONA, OU FUNCIONA MAL E PORCAMENTE, ACOMPANHADO DA VEXATÓRIA ARROGÂNCIA TRANSMITINDO E DISSEMINANDO O CONCEITO DE PREOCUPAÇÃO COM O CIDADÃO PORTUGUÊS.
O PERÍODO QUE ESTAMOS A VIVER ACTUALMENTE, RECORDA-ME RECORRENTEMENTE, O EPISÓDIO DE UM BELGA QUE COLOCOU UM ANÚNCIO NA INTERNET COM O INTUÍTO DE VENDER A BÉLGICA. TAL NÃO ESTAVAM AS COISAS...... A NENHUM PORTUGUÊS OCORRE A IDEIA DE COLOCAR PORTUGAL À VENDA DE TÃO PÉRFIDO SE CARACTERIZAR.
"ESTOU DISPONIVEL" LÊ-SE NA VARANDA DE UM APARTAMENTO EM LETRAS GARRAFAIS. ABUNDAM OS PLACARES QUE DENUNCIAM A INTENÇÃO DE VENDA, E IMAGINO FACILMENTE, QUE NUM BREVE ESPAÇO DE TEMPO, AS PESSOAS SE VEJAM OBRIGADAS A FAZER COMO UM ESPANHOL, QUE EM DESESPERO DE CAUSA, OFERECEU A PRÓPRIA CASA, TAIS ERAM AS OBRIGAÇÕES, GASTOS E AFINS.
PORTUGAL NÃO ESTÁ À VENDA, MAS ENCONTRA-SE DEFINITIVAMENTE EM SALDO E CAMINHA A PASSOS LARGOS, PARA O "DÁ-SE" COMO SE LÊ NOS CARROS, EVITANDO O PAGAMENTO DA TAXA QUE O ESTADO OBRIGA. MAS DÁ-SE MESMO!!!!!

"BEBER UMA IMPERIAL"

A ORIGEM DA EXPRESSÃO IMPERIAL DEVE-SE À FÁBRICA GERMÂNICA IMPERIAL, QUE FOI A PRIMEIRA A VENDER CERVEJA À PRESSÃO EM PORTUGAL. EM 1916, PORTUGAL ENTROU NA I GUERRA MUNDIAL E TODOS OS BENS ALEMÃES FORAM NACIONALIZADOS. A GERMÂNICA TORNOU-SE PORTUGUESA, MAS A EXPRESSÃO IMPERIAL PERMANECE ATÉ AOS DIAS DE HOJE.

TVI CENSURA BEIJOS DE CASAL GAY

TVI CENSUROU, NA SÉRIE MORANGOS COM AÇUCAR, UMA CENA EM QUE UM CASAL DE GAYS SE BEIJA.
IMPEDIR QUE SEJA TRANSMITIDA UMA CENA (REALIZADA E PRONTA A SER EXIBIDA!) EM QUE A PARTILHA DE AFECTOS ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO, SÓ POR ISSO MESMO - PORQUE SÃO DO MESMO SEXO, É PERSISTIR NA INVISIBILIADADE DA DIVERSIDADE DE AFECTOS E CORPOS QUE CONSTITUI, DE FACTO, A REALIDADE SOCIAL, QUER A TVI QUEIRA, QUER NÃO. ESSA OCULTAÇÃO É, CLARAMENTE, HOMOFÓBICA.
PORQUE A DISCRIMINAÇÃO NÃO EXISTE APENAS NO INSULTO, NA RIDICULARIZAÇÃO OU NA REPRESENTAÇÃO ESTEREOTIPADA; PORQUE A DISCRIMINAÇÃO EXISTE TAMBÉM NA NEGAÇÃO, SILENCIAMENTO E NÃO REPRESENTA MÚLTIPLAS REALIDADES, NÃO POSSO DEIXAR DE DENUNCIAR ESTE ACTO HOMOFÓBICO.

TUDO BONS LADRÕES

DEPOIS DE ROUBAREM UM BAR, OS LADRÕES ARREPENDERAM-SE: AFINAL NÃO QUERIAM O LEITOR DE CD, NEM O PROJECTOR DE VÍDEO, NEM O MICROONDAS, NEM A REGISTADORA, SÓ QUERIAM MESMO AS BEBIDAS. "PEDIMOS DESCULPA PELO TRANSTORNO QUE CAUSÁMOS" ESCREVERAM NUM BILHETE DEIXADO DIAS DEPOIS EM CASA DO PROPRIETÁRIO DO BAR, COM CROQUIS A DAR INDICAÇÕES PARA RECUPERAR O MATERIAL ROUBADO, EXCEPTO AS GARRAFAS.

DE FACTO, HÁ GENTE PARA TUDO!

quinta-feira, julho 22, 2010

terça-feira, julho 13, 2010

Artigo de Clara Ferreira Alves, no Expresso

(POR CLARA FERREIRA ALVES)


"Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.

Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.

Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.

Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.

Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência do Ministério da Saúde Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade.

Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa."

Clara Ferreira Alves – "Expresso"

sexta-feira, julho 09, 2010

sábado, julho 03, 2010

O PRIMEIRO MILHO É DOS PARDAIS

Esta expressão significa que os mais fracos, aproveitam as primeiras vantagens e a sua origem remonta ao à época dos Romanos, sendo costume os agricultores oferecerem os primeiros frutos das suas colheitas às aves.Pensava-se na altura que as aves levavam as oferendas aos Deuses.

O conhecimento deste hábito foi transmitido de geração em geração, até que, no Século XVI, quando o milho chegou à Europa, a expressão evoluiu. O pardal era o símbolo de todas as aves e o milho abundava nas culturas Portuguesas.

MUTAÇÕES

Há muitos anos em Alcobaça, um café foi assaltado, por um janado da praça.

Não tendo sido um roubo de grande monta, a consequência foi apenas a proibição de frequentar o estabelecimento.

Uma década passada e a filha do proprietário, dá inicio ao namoro com o dito assaltante. Sendo corriqueiro o uso da expressão “Engolir sapos”, imagino que o pai e proprietário, teve que engolir 3 ou 4 elefantes.

Concebendo que tudo se aceita e normaliza, não só o janado passou a fazer parte da família, como de quando a quando dava uma ajudinha a servir às mesas, tornando-se delicioso assistir a tal reviravolta.

Juntaram os trapos e durante um período de tempo a filha decidiu ausentar-se para descansar. Época bem aproveitada pela mãe, que segundo dizem fazia visitas regulares ao suposto genro.

Não foi uma atitude bonita e o relacionamento ficou em perigo de cessar. Mas, com boa vontade e muita fé, o relacionamento reatou.

Tiveram o primeiro filho, foram viver para casa dos pais dela, e nasceu mais um rebento, desta feita uma menina.

Tudo está bem, quando parece bem……

No último Natal, contaram-me em primeira-mão, que o janado, encarnou o papel de S. José, na festa de Natal, da creche frequentada pelo filho. Ele de S. José, a namorada era a Maria e a filha o Menino Jesus.

Meses passados e decidem oficializar a relação, vão casar e espero que sejam felizes até que a morte os separe.

quinta-feira, junho 24, 2010

Sem título

"A nossa maior tragédia é não saber o que fazer com a vida."
José Saramago

sábado, junho 19, 2010

Poema à boca fechada

"Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo."


José Saramago

MORREU O VISIONÁRIO DA NOSSA ÉPOCA




















sexta-feira, junho 11, 2010

Zeitgeist

"A palavra alemã Zeitgeist pode ser compreendida como o espírito do tempo ou espírito da época, ou seja, o conjunto de todo conhecimento humano acumulado ao longo dos tempos que se apresenta em um dado momento da história.

É o status intelectual e cultural de uma sociedade em dado momento no tempo."


terça-feira, junho 08, 2010

O meu nome

Célia vem do Latim "Caecíllia" que significa "cego", sendo diminuitivo de Cecília. João vem do Hebraíco "Yohanan e significa "Deus perdoa".
Antes de nascer, os meus pais estavam convencidos que eu era um menino e até já tinham o nome previsto: Pedro Miguel.
Para surpresa geral nasceu uma menina, que segunda a opinião dos vários médicos que a minha mãe consultou, durante a gravidez, não teria qualquer chance de nascer, visto que o mioma (tumor benigno que aumenta de volume lentamente e que pode causar acidentes) iria crescer, tornando impossível o desenvolvimento do feto, cuja consequência final seria o aborto inevitável.
Determinada, levou a gravidez até ao fim e fui nascer à melhor maternidade do país, em Coimbra.
Como nasci menina, tornou-se imperativo a mudança de nome.
O meu pai sugeriu Delizía, cujo nome tinha ouvido numa estação de rádio da Nova Zelândia, quando da sua estada em Timor, a prestar serviço à nação. Na altura, a estação estava a promover um concurso sobre a qualidade da sua transmissão e para tal, quem respondesse via aerograma  (carta que se expedia por avião) à D. Delizía, recebia como prémio um livro e uma estatueta de um nativo da Nova Zelândia. O meu pai respondeu que a qualidade da transmissão era boa, recebeu o prémio, leu o livro e ficou-lhe na memória o nome.
A minha mãe, queria que eu ficasse com o nome João, que é o nome do meu pai, embora não fosse esse o caso quando pensavam que era um menino.... Foram ao registo com um nome em mente: Delizía João. Não aceitaram.
Pensaram em Maria João, mas depressa acharam que muita gente era Maria e não gostaram.
Subitamente, o meu pai lembrou-se de Célia, porque considerou o nome bonito e pouco comum. Treinaram Célia João e concordaram que era elegante e invulgar.
Célia tem um tom suave e doce, João é mais forte, não sendo agressivo, transmite protecção. Célia João é uma entoação que se funde e cativa quem ouve.
Célia é um nome feminino, João é um nome masculino, o que nos permite analisar o vasto mundo do conceito de representações, estereótipos e identidades do género.
Segundo relatam, fui um bebé robusto, cheio de força, enérgico, que contornava todos os obstáculos que surgiam. Fui crescendo, até me tornar numa "Maria Rapaz". Jogava à bola, andava de patins, de carrinhos rolantes, competia com rapazes e até batia neles, caso houvesse necessidade. Também brincava com bonecas, jogava à corda, brincava aos pais e às mães e até aos médicos, com as raparigas.
Tornei-me adolescente, determinada, provocadora, atrevida, e prática, carecterísticas consideradas mais masculinas. Naturalmente, que possuía e ainda possuo características culturalmente aceites como mais femininas.
A partir dos 15 anos cortei o cabelo curto e comecei a vestir-me de uma forma mais masculina e assim foi mais de uma década. Sentia-me bem, protegida e não tinha intenção alguma de me me vestir de outra forma. Hoje tenho consciência que considerava o meu corpo pouco feminino.
A certa altura e devagar, comecei a alterar a minha apresentação, que se tornou mais colorida, mais feminina e à minha medida, sem ser, nem parecer uma "mulherzinha".
Certo dia, um amigo, disse-me com todo o carinho que eu era maravilhosamente andrógina. Na altura não reagi muito bem, mas com alguma reflexão consegui identificar-me.
Não deixa de ser um rótulo, mas o que não o é? Começando com o nome com que crescemos, que com ele vivemos e que com ele provavelmente vamos morrer.