quarta-feira, setembro 30, 2009
terça-feira, setembro 29, 2009
Carta Rogatória - Assunto: Freeport PLC, R J McKinney e outros
Pessoas sob investigação
A Serious Fraud Office e a Polícia da Cidade de Londres estão a realizar uma
investigação por suspeita de crimes. A investigação relaciona-se com uma que está a ser
levada a cabo pelas Autoridades Portuguesas por alegações de suborno e corrupção
associadas com o desenvolvimento do local da Freeport em Alcochete.
Os cidadãos do Reino Unido, que se sabe estarem ligados ao caso e que estão por
conseguinte a ser presentemente investigados, vêm indicados a seguir:
1. Sean Collidge
2. Gary Russell
3. Jonathan Rawnsley
4. Rick Dattani
5. Charles Smith
6. William (Billy) McKinney Jnr
Existem motivos razoáveis para crer que as pessoas acima referidas tenham cometido
crimes de Suborno e de Corrupção em contravenção das leis de Inglaterra e do País de
Gales. Os crimes específicos que estão a ser considerados vêm expostos no Anexo “1” à
presente.
Além disso, os cidadãos abaixo indicados, que não são do Reino Unido, são considerados
como estando sob investigação no sentido de terem solicitado, recebido ou facilitado
pagamentos que sejam relevantes aos crimes indicados no Anexo”1”.
7. José Sócrates
8. José Marques
9. João Cabral
10. 10 Manuel Pedro
Resumo dos Factos e das Alegações
A Polícia Judiciária portuguesa declarou à Serious Fraud Office e à Polícia da Cidade de Londres que o facto de a
aprovação ter sido alguma vez concedida, dada a existência da zona de protecção
ambiental, levanta uma forte suspeita de corrupção no procedimento de aprovação.
Charles Smith alega durante uma inquirição pela Polícia da Cidade
de Londres que a Smith & Pedro foi abordada entre estas duas apresentações de
requerimento relativamente ao pagamento de um suborno considerável para assegurar a
aprovação.
No dia 17 de Janeiro de 2002, os representantes da Smith & Pedro e da Freeport reuniram
com entidades portuguesas, incluindo o então Ministro do Ambiente, José Sócrates, para
discutir uma terceira apresentação para apreciação em matéria de Avaliação de Impacto
Ambiental. Os participantes nesta reunião foram Sean Collidge, Gary Russell, Charles
Smith, Manuel Pedro, José Sócrates e outros funcionários municipais e públicos
portugueses.
Foi alegado que neste mesmo dia, o Ministro do Ambiente, José Sócrates, reuniu
posteriormente com Sean Collidge, Gary Russell, Charles Smith e Manuel Pedro. Nesta
reunião distinta, José Sócrates efectuou alegadamente um pedido que seria equivalente a
um suborno para assegurar que a Avaliação de Impacto Ambiental apresentada fosse
favorável.
Estas alegações resultam colectivamente da Carta Rogatória da Procuradoria Geral da
República do Montijo, de 12 de Agosto de 2005, apoiada por uma lista de emails
extraídos de computadores apreendidos aos escritórios da Smith & Pedro pela Polícia
Judiciária portuguesa. Esta lista foi posteriormente fornecida pela Polícia Judiciária à
Polícia da Cidade de Londres.
Em acréscimo, as alegações são declaradas por Charles Smith numa reunião realizada
com Alan Perkins (um ex-funcionário da Freeport) e com João Cabral no escritório da
Freeport em Portugal, no dia 3 de Março de 2006. Alan Perkins gravou um vídeo da
reunião sem o conhecimento de Charles Smith. Esse vídeo encontra-se em anexo a um
depoimento colhido pela Polícia da Cidade de Londres.
Charles Smith negou posteriormente as alegações específicas de
corrupção numa inquirição sob aviso efectuada no dia 17 de Julho de 2007 pela Polícia
da Cidade de Londres.
Posteriormente, a Freeport efectuou 3 ou 4 pagamentos em parcelas de GBP 50.000 à
Smith & Pedro. Charles Smith, no vídeo de 3 de Março de 2006, alega que se trata de
pagamentos de subornos, com o intuito de satisfazer o acordo de 17 de Janeiro de 2002, a
partir dos quais efectuou uma série de pagamentos em numerário a um primo de José
Sócrates.
A Serious Fraud Office e a Polícia da Cidade de Londres foram informadas pela Polícia
Judiciária numa reunião realizada no dia 9 de Julho de 2008 de que tinham sido obtidas
provas de uma série de saques em numerário que se julga estarem relacionados com esta
alegação.
Além disso, foram efectuadas alegações menos específicas de que foram pagos montantes
mais importantes (até GBP 5 milhões) a uma empresa de advogados em Portugal ligada
a José Sócrates, como pagamentos de subornos a partir de fontes do Reino Unido.
Em resumo, o material fornecido é o seguinte:
i) Material bancário relacionado com as contas da Freeport junto do Barclays.
ii) Material bancário relacionado com a conta de Francesca Smith junto do
HSBC.
iii) Depoimento de Alan Perkins e documentos de apoio associados.
iv) Transcrições de inquirições sob aviso de Jonathan Rawnsley e Charles Smith.
Assistência Solicitada
11. Meios de comunicação social
Encontra-se no Anexo “3” um email datado de 21 de Novembro de 2008, do
senhor Rui Araújo.
A política da Polícia da Cidade de Londres e da Serious Fraud Office
relativamente aos meios da comunicação social é actualmente a de não efectuar
comentários, ou de declarar que ‘ não nos é possível comentar” no tocante a
quaisquer pedidos de informação recebidos.
Agradecia que esclarecesse quais as medidas, se as houver, que estão a ser
tomadas relativamente à divulgação não autorizada de informação.
Carta enviada à TV CABO...!!!
Carta de Reclamação de um espectador do canal 18
Caros directores do canal Viver/Vivir,
Primeiro: a vossa programação, durante o dia, é uma merda.
Isto é ponto assente. Vão lá falar de raças de cães e ensinar a tirar nódoas
de vinho de camisas brancas para o caralho.
Segundo: os filmes, à noite, não estão mal. Mas há aspectos a rever.
Nomeadamente, a questão da dobragem.
O problema principal é este: estão ali a ser dadas fodas em inglês (na maior
parte dos casos). As falas e a gemideira estão dobradas para espanhol. Pode
contestar-se a necessidade da dobragem, mas não se pode negar que é um
esforço válido porque permite que muitos e muitos analfabetos tenham acesso
a guinchadeira fodal proferida num idioma que compreendem. Mas, pergunto eu:
e os peidinhos de cona? Os peidinhos de cona perdem-se na dobragem, meus
amigos. Isto é uma vergonha, em pleno século XXI. E quem diz peidinhos de
cona diz todo um chlap, chlap, chlap de colhões a bater na peida que não
chega ao espectador português.
Há dias, assisti a uma película transmitida por vós em que o saco dos
colhões malhava na regueifa com uma velocidade tal que parecia castanholas
na mão de uma sevilhana com Parkinson.
Cuidais que se ouvia alguma coisa? O caralho é que se ouvia.
Faz falta, no estúdio onde se procede à dobragem, uma cona que dê peidinhos
em espanhol, sincronizadamente com a cona americana que está levar as
nabadas propriamente ditas no filme.
Mais: contratem-se colhões castelhanos e façam-se embater os mesmos contra
rechonchudas nalgas suas compatriotas, captando esse som maravilhoso para o
incluir na dobragem.
Faça-se tudo isto-e depressa-caso contrário várias punhetas ficarão mal
batidas.
Um abraço,
Pipi, um vosso assinante
segunda-feira, setembro 28, 2009
melodias
Há melodias que subtilmente penetrem e conseguem seduzir os nossos ouvidos. Daquelas que podem proporcionar tranquilidade, relaxamento, alívio, alienação e um prazer desmedido.
Existem outras que nos irritam os tímpanos, daquelas que nos provocam mau humor, a escalonar para o mau feitio.
Falta referir as melodias "medianas", que não prevêem excessos quando a sua energia é emanada.
Talvez possamos inclui-las nas melodias do "meio", daquelas que penetram no ouvido com facilidade, naquelas em se usa geralmente o compasso quaternário. É o tipo de melodia que fica mesmo no ouvido e não raras as vezes são trauteadas.
Perante este cenário, não devo deixar de referir todos as outros tipo de melodia.
Quem tiver conhecimento, inclua essa informação na área reservada aos comentários.
vida por ramalho ortigão
NÃO, A VIDA NÃO É UMA FESTA PERMANENTE E IMÓVEL, É UMA EVOLUÇÃO CONSTANTE E RUDE."
RAMALHO ORTIGÃO
Ser Feliz - Fernando Pessoa
"Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes mas
não esqueço de que minha vida é a
maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos
de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor
da própria história. É atravessar
desertos fora de si, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da
sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios
sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma
crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir
um castelo…”
ESCREVER VERSUS FALAR
SERÁ QUE ESCREVO NO BLOG E NÃO DIGO O QUE SINTO ÀS PESSOAS CARA A CARA?
PODEM JUSTIFICAR!
COMENTÁRIO AO POST: "PUTAS, QUE REFLEXÃO"
"drogado do caralho. deves ser mais sidoso que elas todas juntas. sacobilhete!!!!!!!!!!!!!!!!cagalhão com olhos, carinha de urinol, montinho de merda, podes fazer um bico que eu nao tenho sida, tu é que tens sido...fodido claro
krias era um ferro em brasa pelo cagueiro a cima boi cavalo do caralho."
Folgo em saber que vão aparecendo comentários menos favoráveis no blog! Parabéns ao anónimo, que talvez um dia consiga identificar-se! Os meus cumprimentos.
E já agora deixo a questão! Como foi descobrir um texto tão antigo no longo do meu orgulhoso blog? Célia João
sábado, setembro 19, 2009
quarta-feira, agosto 19, 2009
sexta-feira, agosto 14, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
sábado, agosto 01, 2009
Se caíres sete vezes, levanta-te oito
Os traumas deixam cicatrizes, perseguem-nos, mudam-nos a vida, derrubam-nos...
Toda a dor, o medo, e as merdas que nos acontecem.....
Mas, talvez tenham uma razão de ser, talvez passar por isso nos faça seguir em frente.
É o que nos dá o impulso.
Talvez precisemos de cair para nos levantarmos novamente.
quarta-feira, julho 15, 2009
sábado, junho 27, 2009
we are the world
Estes são apenas momentos nostálgicos que surgem de quando a quando! Desta feita despoletado pela morte do Rei da Pop!
quarta-feira, junho 24, 2009
Mais um recado para mim
Para que não esqueças
a faca servida de manteiga, limpa-se com o guardanapo, antes de se pôr no lava-louça.
Para Decorar:
a quem se destina este recado??
quinta-feira, junho 18, 2009
Mais uma comunicação com o Padeiro
Padeiro, retire o embrulho.
(embrulho esse que contêm o dinheiro da semana que gastou em pão).
Recados entre a minha mãe e o Padeiro
Padeiro no dia 10 (4ª feira)
feriado, deixou-me uns pãezi-
nhos cortados que eu gostei
muito. Foi só nesse dia que
fizeram ou fabricam todos os dias?
(resposta do Padeiro, na mesma folha)
Fabricam todos os dias mas
de semana a massa é tipo dos
papossecos não tem o mesmo aspecto
quarta-feira, junho 03, 2009
terça-feira, junho 02, 2009
Calçada da Carriche - António Gedeão
Luísa sobe, sobe a calçada,
sobe e não pode que vai cansada.
Sobe, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe sobe a calçada.
Saiu de casade madrugada;
regressa a casa é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira desengonçada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa. Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Chegou a casa não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa desarranjada;
coseu a roupajá remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
toca a sinetana hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa, larga que larga,
Regressa a casa é já noite fechada.
Luísa arqueja pela calçada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
Anda, Luísa, Luísa, sobe,
sobe que sobe, sobe a calçada.
sábado, maio 23, 2009
O que me apraz comentar sobre a gay pride alcobacense
A Isaura (mãe do Viriato) assitiu a todas as actividades da gay pride em Alcobaça, que decorreu no Mercoalcoa no sábado passado (quando escrevi este texto). Acompanhada pela Deosinda (personagem que não sendo tão pitoresca como ela, a parelha provoca o impacto de uma pincelada irónica.
Cedo ouviram a palestra dada pelo Carlos Castro e participaram em todas as actividades que o programa da festa gay proporcionava.
Um dia e pela noite dentro, só saíram ás 2 da madrugada.
Um encontro de orgulho gay que facilmente se contavam os ditos pelos dedos de uma só mão. De resto, a família Peças, excluíndo o Luís, que é gay não deu à costa.
Não mais de 100 pessoas assitiram ao show travesti, curto, em parâmetros normais, de mil shows travesti que já assisti. Diga-se em seu benefício que coordenavam, articulando a boca no momento certo, sem falhas perceptíveis. Dançaram bem, no entanto disseram adeus demasiado cedo.
De imediato se instalaram os DJ's e fiquei sem saber se haveriam mais espectáculos. Alguém me disse que a seguir um gay Alcobacense ia apresentar uma peça de Teatro. Tardou, mas apareceu dentro de um carro, um gajo vestido de velha, carregando uma caixa de um portátil na mão. Foi subindo ao palco e comentava que tinha um encontro marcado, ali mesmo (no palco), com o filho que já não via há 30 anos.
Vindo do nada, eis que surge uma pessoa atrás de uma cortina castanha. Devagarinho, a cortina vai andando até ser largada no chão.
Um homem de bigode, de casaco com pelo creme, de barrete à "pexim" enfiado pela cabeça a baixo, com a testa e o nariz coberto, pelo que fazia parecer aquela fita cola grossa, tipo industrial. Saia curta, de pernas ornamentadas por tiras de lã branca vislumbra-se aos nossos olhares incrédulos.
Meneava-se desajeitadamente ao som de uma música que já não me recordo, despe o casaco, puxa as tiras de lã e continua a balançar o corpo, que fazia lembrar uma stiper em fim de carreira. Finda a música, finda o show.
Tendo sido, provavelmente o pior espectáculo a que já assiti, rapidamenteme rendi a gargalhadas sonoras, espreitando a reacção da Marla, que nem ria, nem falava, expremindo na cara apenas a sua incredibilidade.
Foi tão mau, que posteriormente reconheci que foi o melhor da festa.
Voltam os DJ's e para finalizar o programa de palco, surge o Chico Peças a cantar músicas do Elvis Preseley.
Pensei: "O melhor da festa já aconteceu." e num movimento repentino, sentado, vejo o único travesti que se apresentou no recinto. Aproximo-me na tentativa de registar para a posteridade umas fotografias à socapa. O João falou com ele/ela e foi possivel registar inúmeras fotos da levina Ferreirinha com poses deliciosas.
A conversa começou: "De onde és?", "O que fazes na vida?", "Queres ir lá a baixo beber um copo?" A querida amiga foi respondendo vagamente e declinou o convite pelo motivo de estar vestida de mulher, receando "destoar" noutros contextos.
Perguntou-me para que queria as fotos: "Para pôr no hi5?", dei-lhe o endereço do meu blog, que já visitou e deixou comentário.
Qunado me apercebi, a Levina Ferreirinha estava a conversar com o meu pai, rindo-me para dentro, chega o momento da despedida. Deu-me dois beijos e sem mais demoras "espetou" também dois beijos ao meu pai, que comentou à saída: "Olha "quisto", agora deu-me dois beijos! Isto aqui é só gajas boas!!!!"
Delicioso, magnifico e com muitas gargalhadas!!!!!!
Para terminar, aos olhos de quem lê: "...um beijo especial para quem te acompanhava...", deixa a impressão inevitável que a querida Levina não se importava de "dar uma voltinha" com o meu pai.
Também adoro a expressão: "... amizade feminina!"
sábado, maio 16, 2009
A opinião do tio Luís
lmfcarreira@msn.com disse (13:38):
esta giro.reconciliaçao
lmfcarreira@msn.com disse (13:39):
acho a tua escrita fluida
lmfcarreira@msn.com disse (13:41):
esta melacolica.pensativa. miuda bonita
lmfcarreira@msn.com disse (13:48):
DE SÚBITO, O MEU PAI BAIXA O JORNAL E PERGUNTA À MINHA MÃE:
- SABES ONDE É O INFERNO?
Á QUAL ELA RESPONDE:
- OUTRO DIA FUI LÁ BEBER UM CARIOCA, MAS JÁ NÃO ME LEMBRO BEM DO CAMINHO. SABES, ANDO MUITO ESQUECIDA E VELHOTA.
esta muito giro
Estatística semanal de visitas ao blog
| Day | Date | Page Views | Above/Below | |
|---|---|---|---|---|
| Saturday | May 16, 2009 | 16 | -28 | |
| Friday | May 15, 2009 | 40 | -4 | |
| Thursday | May 14, 2009 | 72 | +28 | |
| Wednesday | May 13, 2009 | 15 | -29 | |
| Tuesday | May 12, 2009 | 34 | -10 | |
| Monday | May 11, 2009 | 29 | -15 | |
| Sunday | May 10, 2009 | 102 | +58 | |
| Average: 44 | ||||
sexta-feira, maio 15, 2009
Jornal de Leiria/ região de Cister
Homossexuais escondem-se da discriminação
Três activistas dos direitos dos homossexuais apelaram no sábado passado, em Alcobaça, à participação das pessoas de todas as orientações sexuais nas marchas gay, mesmo que tenham de esconder a sua identidade atrás de máscaras, para evitar represálias. A intenção é manter o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adopção de crianças por homossexuais na agenda política
“Eu sei que é muito complicado participar numa marcha gay e dar a cara por causa dos patrões. Metam a porcaria de uma burka, mas vão. Nós somos gado e o camelo do Governo não está a contar caras, mas cabeças e, se contar cinco mil, é menos um deputado na Assembleia da República. Ponham a máscara, mas vão, porque quanto mais pessoas forem, mais peso teremos”, afirmou João Paulo, da Portugal Gay, durante o Primeiro encontro contra a homofobia, que decorreu no sábado, em Alcobaça.Empenhados em pôr na agenda o casamento entre homossexuais, tanto João Paulo como António Serzedelo, da Opus Gay, revelaram que vão votar no PS, partido que incluiu essa promessa no seu programa eleitoral, apesar de já o ter feito também há quatro anos. Durante o debate Homofobia vs amor natural, Serzedelo alertou para as “jogadas eleitorais que têm a ver com a importância do nicho gay no mercado, que pode ser decisivo para a eleição de mais um ou dois deputados”. O presidente da Opus Gay defendeu, contudo, que mesmo que José Sócrates seja reeleito isso não significa que a batalha seja ganha. “Se o PS fizer uma coligação à direita, não vamos ter casamento, se fizer à esquerda vamos ter.” Apesar disso, sublinhou que as coisas nem sempre são lineares. “Se temos o artigo 13º da Constituição [princípio da igualdade], deve-mo-lo ao PS e ao PSD.” Manifestou ainda agrado pelo facto de haver franjas do PSD que apoiam o casamento homossexual e deu como exemplo João Costa, líder da JSD de Leiria, que esteve no local. Paulo Côrte-Real, do Centro LGBT – Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero, assumiu uma postura mais comedida, ao defender que se deve dialogar com todos os partidos para que as suas reivindicações recolham o máximo de apoios possível. Não escondeu o seu agrado por o PS ter incluído o casamento entre homossexuais no seu programa eleitoral, mas recordou que todos os partidos votaram a favor da luta contra a discriminação da orientação sexual. Afirmou, no entanto, que “a discriminação só será eliminada através do casamento”.
Aliança com heterossexuaisAntónio Serzedelo lembrou, por outro lado, que os heterossexuais devem ser os seus principais aliados, já que 25% vivem em união de facto. Na prática, o que os activistas dos direitos dos homossexuais defendem é que lhes seja reconhecido o direito de poderem acompanhar o seu companheiro se estiver hospitalizado e de herdarem o seu património em caso de morte. “Hoje, isso ainda não acontece. Se algum dos elementos de casal morrer, o património vai para a prima, para a tia ou para o cão da vizinha”, ironizou.O direito à diferença é outra das batalhas de João Paulo, que recusa a palavra tolerância, a favor da palavra respeito. Defendeu por isso que todos os homossexuais devem ser respeitados, independentemente de serem “travestis, borboletas ou bichas”. “A marcha do Porto é muito séria. Gostava que fossem todos ao Porto, no dia 11 de Julho, para mostrar a diversidade.” Partidário da diferença, lamenta, contudo, que entre a própria comunidade gay haja quem discrimine quem não ande de fato e gravata. “Não devemos envergonhar-nos dos nossos semelhantes.”“A orientação sexual não é visível, pelo que se torna difícil marcarmos a nossa existência. É fundamental darmos visibilidade aos homossexuais para que sejamos vistos como pessoas, e não como fantasmas. Muitas vezes, um adolescente acha que é o único gay no mundo e não consegue encontrar ninguém que o apoie. A comunidade tem de se criar”, desafiou Paulo Côrte-Real. “A lei é um instrumento de perpetuação da homofobia. É fundamental a igualdade no acesso ao casamento e à parentalidade. O nosso objectivo a longo prazo é o direito à indiferença.”
Lésbica procura homem para ter filhoMafalda, 36 anos: Depois de nove anos de namoro com outra mulher, a que se seguiram algumas amizades coloridas, Mafalda, 36 anos, acredita que encontrou em Ana, 29 anos, a “mulher dos seus sonhos”. O casamento não passa pelos seus planos, mas não abdica de ser mãe. Falta-lhe apenas encontrar um homem disponível para lhe dar um filho, que pretende partilhar apenas com Ana.Natural de Alcobaça, Mafalda conta que anda “em negociações” com um amigo, já que a assusta a ideia de recorrer a um banco de esperma. “Faz-me uma certa confusão não saber quem é o pai, até porque o meu filho pode querer saber.” Confessa, porém, que a sua intenção é que a criança seja educada apenas por ela e por Ana. A ausência de uma figura masculina não é um motivo de preocupação para Mafalda. “Fui educada pela minha avó e sou feliz. Desde que haja amor...”Mafalda conta que se começou a aperceber que as mulheres a atraíam aos 15 ou 16 anos e diz que reagiu bem quando se apercebeu disso. O facto de não o ter escondido suscitou uma reacção inicial de curiosidade. “As pessoas aproximavam-se de mim, por eu ser diferente, mas nunca senti nenhum tipo de discriminação.” Já a avó perguntou-lhe onde falhou, mas acabou por aceitar. “O que a minha minha família quer é que eu seja feliz.” E é assim que Mafalda se sente, embora não plenamente. “Os pais da Ana pensam que somos apenas amigas. Pensam que, apesar de vivermos juntas, cada uma dorme no seu quarto. A Ana não tem coragem de lhes contar sobre nós, porque não os quer magoar. Sinto que não posso ser eu mesma”, explica. Além disso, revela que Ana sente receio de ser discriminada se se souber que é lésbica na força policial em que trabalha, em Lisboa, cidade onde vivem. “Eu compreendo-a. É por isso que gosto que venha comigo a Alcobaça. Aqui não tem que se esconder. Em Lisboa, não fazemos outra coisa”, explica Mafalda. Apesar dos obstáculos, sente-se bem por não ser “obrigada” a esconder a sua orientação sexual, ao contrário de outros homossexuais casados com pessoas de sexos diferentes. “Há muita gente que ainda não saiu do armário. Levam vidas duplas. Não são felizes.”
Metade dos amigos desapareceramMiguel, 34 anos, e Hugo, 42 anos Hugo e Miguel estão juntos há 12 anos e isso custou-lhes a perda de alguns “amigos”. Curiosamente, a maioria dos casais com quem se dão é heterossexual, pois os gays que conhecem não são assumidos, pelo que preferem não ser vistos com eles para não serem conotados enquanto tal. “Até aos 18 anos achei que era bissexual. Talvez por pressão da sociedade, até porque os meus amigos tinham todos namoradas. Mas o lado homossexual acabou por ganhar. Um dia, alguém me perguntou se era gay e resolvi dizer a verdade”, conta Hugo, de 42 anos. Com a família, o assunto nunca foi abordado directamente. Fez uma festa em casa e esperou que os pais somassem “2+2”.A operação era simples até porque nunca levou nenhuma namorada a casa e sempre se insurgiu contra comentários homofóbicos. “A minha mãe fingiu que não tinha acontecido nada e, quando estava a apresentar o Miguel como meu amigo, eu corrigi: genro. Ela aceita, desde que não se fale. Mas é claro que se fala. Estamos em Alcobaça. Somos cinco mil habitantes”, observa.O facto de ter assumido a sua orientação sexual traduziu-se no desaparecimento de “metade dos amigos” e em comentários menos simpáticos da parte de alguns colegas de trabalho, que foram sendo cada vez menos frequentes com o passar do tempo, até que desapareceram por completo, devido à sua indiferença. “Há um medo terrível da parte dos ‘hetero’ de serem contaminados”, justifica Hugo.A explorar um bar na empresa onde Hugo trabalha, Miguel, de 34 anos, também sente a discriminação na pele, já que há pessoas que se recusam a lá ir por saberem que é gay. Uma atitude em relação à qual desenvolveu uma espécie de couraça. “Como se diz na Covilhã, os cães ladram e a caravana passa”, comenta. Ao contrário de outros homossexuais que preferem esconder-se atrás do anonimato, considera que, enquanto as pessoas não se assumirem, ninguém se vai habituar a respeitar a diferença.Miguel confessa que gostaria de se casar com Hugo, para terem acesso aos mesmos direitos dos casais heterossexuais que vivem em união de facto. Já Hugo diz que se sente bem como está, embora deixe essa possibilidade em aberto se a lei não mudar. Admite, contudo, que a aprovação do casamento entre homossexuais é fundamental para alterar as mentalidades.
Alexandra Barata
segunda-feira, maio 11, 2009
Levina Ferreirinha
Para:
Célia
Assunto:
ola:
Data:
10/Mai 14:43
ola amiga.nao tenho palavras para descrever a amizade feminina q surgiu entre nos.pois querias tirar uma foto a meu lado mas eu aconteceu o contrario.eu te deixei me tirares e sermos bem amigas femininas.pois adorava q fosses minha mana embora estejas distante.em relaçao a teu pai tb e pessoa q estimo muito e ao qual me aceitou bem a seu lado.ate me cumprimentou c um bjs embora eu o fosse cumprimentar com um aperto de mao.para mim ele sera "uma mae"e tu a minha mana.se me quiseres enviar sms escrito para o tlm 917544994.assim estamos mais unidas.
Não resisto publicar este pequeno texto de um travesti que conheci na festa gay em Alcobaça.
As fotos da Levina estão mais a baixo......
12º Festival Jazz - Valado do Frades
Mê Quintete e Dixienaza Jazz band foram as bandas que actuaram no dia 10 de Maio de 2009.
Que apesar de não apreciar muito género musical, gosto de algumas coisas e os concertos que me forma dado a assitir estão longe de serem moi almas, muito pelo contrário, dinâmicos apresentando a particularidade de serem excelentes músicos.
Tarde de Domingo de Jazz agradável com entrada gratuita. Não posso desejar melhor.
domingo, maio 10, 2009
Livina Ferreirinha
Para a Livina, o único travesti vestido a rigor na 1º festa gay & friends de Alcobaça.
Gostei muito do comentário! Tentei encontrar-te no Hi5 e não consegui....
Se quiseres deixa o teu mail por aqui ou o teu contacto do messenger para desenvolvermos o nosso contacto.
Um beijo com carinho para á única que teve a coragem de apresentar vestida de mulher nesta primeira festa ..... gay e etc.
Célia João
sábado, abril 18, 2009
Endereços dos Blogs
Andei estupidamente a explorar o administrador do meu blog, e para além de ter perdido o contador, não consigo colocar os posts por anos. Para terminar a real cagada, perdi os links dos blogs que tinha.
Pelo que peço que deixem mensagens com os vossos endereços, nomeadamente:
a Ana Pereira, a Natacha, o Ata, o Joãozinho, a Inês, a Mafalda, a Guida, o Jó, a Carla Morais, e mais uns quantos, que agora não me ocorrem.
Agradeço que me ajudem a desfazer esta burradaaaaaaaaaaaaa.
sexta-feira, abril 10, 2009
terça-feira, abril 07, 2009
Sofrimento
Percebi que o meu sofrimento, visto que todos sofremos e que tenho que passar por este caminho, pode ser imaginado como se fosse o sofrimento alheio, o sofrimento do mundo, com generosidade, descrição e sem pretenções, este pode ser o caminho para a felicidade, ou pelo menos para nos sentirmos melhor, neste percurso que construímos, destruísmos e voltamos a reconstruír, a que chamamos vida.
A importância desse sofrimento, passa pela constatação que o meu próprio sofrimento não é mais importante que o sofrimento dos outros, todos sofremos, e eu quero "olhar" para o sofrimento dos outros, como se fosse o meu.
domingo, março 01, 2009
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