quinta-feira, julho 22, 2010

terça-feira, julho 13, 2010

Artigo de Clara Ferreira Alves, no Expresso

(POR CLARA FERREIRA ALVES)


"Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.

Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.

Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.

Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.

Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência do Ministério da Saúde Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade.

Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa."

Clara Ferreira Alves – "Expresso"

sexta-feira, julho 09, 2010

sábado, julho 03, 2010

O PRIMEIRO MILHO É DOS PARDAIS

Esta expressão significa que os mais fracos, aproveitam as primeiras vantagens e a sua origem remonta ao à época dos Romanos, sendo costume os agricultores oferecerem os primeiros frutos das suas colheitas às aves.Pensava-se na altura que as aves levavam as oferendas aos Deuses.

O conhecimento deste hábito foi transmitido de geração em geração, até que, no Século XVI, quando o milho chegou à Europa, a expressão evoluiu. O pardal era o símbolo de todas as aves e o milho abundava nas culturas Portuguesas.

MUTAÇÕES

Há muitos anos em Alcobaça, um café foi assaltado, por um janado da praça.

Não tendo sido um roubo de grande monta, a consequência foi apenas a proibição de frequentar o estabelecimento.

Uma década passada e a filha do proprietário, dá inicio ao namoro com o dito assaltante. Sendo corriqueiro o uso da expressão “Engolir sapos”, imagino que o pai e proprietário, teve que engolir 3 ou 4 elefantes.

Concebendo que tudo se aceita e normaliza, não só o janado passou a fazer parte da família, como de quando a quando dava uma ajudinha a servir às mesas, tornando-se delicioso assistir a tal reviravolta.

Juntaram os trapos e durante um período de tempo a filha decidiu ausentar-se para descansar. Época bem aproveitada pela mãe, que segundo dizem fazia visitas regulares ao suposto genro.

Não foi uma atitude bonita e o relacionamento ficou em perigo de cessar. Mas, com boa vontade e muita fé, o relacionamento reatou.

Tiveram o primeiro filho, foram viver para casa dos pais dela, e nasceu mais um rebento, desta feita uma menina.

Tudo está bem, quando parece bem……

No último Natal, contaram-me em primeira-mão, que o janado, encarnou o papel de S. José, na festa de Natal, da creche frequentada pelo filho. Ele de S. José, a namorada era a Maria e a filha o Menino Jesus.

Meses passados e decidem oficializar a relação, vão casar e espero que sejam felizes até que a morte os separe.

quinta-feira, junho 24, 2010

Sem título

"A nossa maior tragédia é não saber o que fazer com a vida."
José Saramago

sábado, junho 19, 2010

Poema à boca fechada

"Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo."


José Saramago

MORREU O VISIONÁRIO DA NOSSA ÉPOCA




















sexta-feira, junho 11, 2010

Zeitgeist

"A palavra alemã Zeitgeist pode ser compreendida como o espírito do tempo ou espírito da época, ou seja, o conjunto de todo conhecimento humano acumulado ao longo dos tempos que se apresenta em um dado momento da história.

É o status intelectual e cultural de uma sociedade em dado momento no tempo."


terça-feira, junho 08, 2010

O meu nome

Célia vem do Latim "Caecíllia" que significa "cego", sendo diminuitivo de Cecília. João vem do Hebraíco "Yohanan e significa "Deus perdoa".
Antes de nascer, os meus pais estavam convencidos que eu era um menino e até já tinham o nome previsto: Pedro Miguel.
Para surpresa geral nasceu uma menina, que segunda a opinião dos vários médicos que a minha mãe consultou, durante a gravidez, não teria qualquer chance de nascer, visto que o mioma (tumor benigno que aumenta de volume lentamente e que pode causar acidentes) iria crescer, tornando impossível o desenvolvimento do feto, cuja consequência final seria o aborto inevitável.
Determinada, levou a gravidez até ao fim e fui nascer à melhor maternidade do país, em Coimbra.
Como nasci menina, tornou-se imperativo a mudança de nome.
O meu pai sugeriu Delizía, cujo nome tinha ouvido numa estação de rádio da Nova Zelândia, quando da sua estada em Timor, a prestar serviço à nação. Na altura, a estação estava a promover um concurso sobre a qualidade da sua transmissão e para tal, quem respondesse via aerograma  (carta que se expedia por avião) à D. Delizía, recebia como prémio um livro e uma estatueta de um nativo da Nova Zelândia. O meu pai respondeu que a qualidade da transmissão era boa, recebeu o prémio, leu o livro e ficou-lhe na memória o nome.
A minha mãe, queria que eu ficasse com o nome João, que é o nome do meu pai, embora não fosse esse o caso quando pensavam que era um menino.... Foram ao registo com um nome em mente: Delizía João. Não aceitaram.
Pensaram em Maria João, mas depressa acharam que muita gente era Maria e não gostaram.
Subitamente, o meu pai lembrou-se de Célia, porque considerou o nome bonito e pouco comum. Treinaram Célia João e concordaram que era elegante e invulgar.
Célia tem um tom suave e doce, João é mais forte, não sendo agressivo, transmite protecção. Célia João é uma entoação que se funde e cativa quem ouve.
Célia é um nome feminino, João é um nome masculino, o que nos permite analisar o vasto mundo do conceito de representações, estereótipos e identidades do género.
Segundo relatam, fui um bebé robusto, cheio de força, enérgico, que contornava todos os obstáculos que surgiam. Fui crescendo, até me tornar numa "Maria Rapaz". Jogava à bola, andava de patins, de carrinhos rolantes, competia com rapazes e até batia neles, caso houvesse necessidade. Também brincava com bonecas, jogava à corda, brincava aos pais e às mães e até aos médicos, com as raparigas.
Tornei-me adolescente, determinada, provocadora, atrevida, e prática, carecterísticas consideradas mais masculinas. Naturalmente, que possuía e ainda possuo características culturalmente aceites como mais femininas.
A partir dos 15 anos cortei o cabelo curto e comecei a vestir-me de uma forma mais masculina e assim foi mais de uma década. Sentia-me bem, protegida e não tinha intenção alguma de me me vestir de outra forma. Hoje tenho consciência que considerava o meu corpo pouco feminino.
A certa altura e devagar, comecei a alterar a minha apresentação, que se tornou mais colorida, mais feminina e à minha medida, sem ser, nem parecer uma "mulherzinha".
Certo dia, um amigo, disse-me com todo o carinho que eu era maravilhosamente andrógina. Na altura não reagi muito bem, mas com alguma reflexão consegui identificar-me.
Não deixa de ser um rótulo, mas o que não o é? Começando com o nome com que crescemos, que com ele vivemos e que com ele provavelmente vamos morrer.

domingo, junho 06, 2010

TochaPestana - yes, no or maybe

Vai e vem

Fuck you

DUAS COISAS

"HÁ DUAS COISAS INFINITAS:
O UNIVERSO E A ESTUPIDEZ NO MUNDO.
QUANTO AO UNIVERSO NÃO TENHO A CERTEZA."


EINSTEIN

XI Marcha do Orgulho LGBT (Lisboa 19.06.2010)

terça-feira, maio 25, 2010

terça-feira, maio 04, 2010

ANDAR EM FILA INDIANA

OS ÍNDIOS AMERICANOS ANDAVAM SEMPRE EM FILA PARA, À MEDIDA QUE FOSSEM AVANÇANDO, IREM APAGANDO AS PEGADAS DOS QUE IAM À FRENTE. OS COLONIZADORES OBSERVARAM ESTE COMPORTAMENTO E DESIGNARAM-NA DE fILA INDIANA.

Zézé Camarinha

quarta-feira, abril 28, 2010

sábado, abril 17, 2010

CASA DA MÃE JOANA

Na época do Brasil Colonial, mais especificamente durante o reinado  do Dom Pedro II, os nobres da corte encontravam-se habitualmente num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Esses nobres ditavam o poder, mandavam e desmandavam no país,  ficando a expressão conhecida como sinónimo de um local onde ninguém manda.

sábado, abril 10, 2010

"FAZER TIJOLO"

A destruição causada pelo terramoto de 1755 foi gigantesca e a falta de recursos para a reconstrução também. Com o objectivo de utilizar a argila para fazer tijolos, de modo a reerguer as casas que caíram, os restos do cemitérios árabes foram reutilizados. Mas, entre a argila eram frequentemente encontradas ossadas. Daí que tivessem surgido entre os populares, frases como: "Daqui a uns tempos estou a fazer tijolo"

CARNAVAL 2010

sábado, fevereiro 20, 2010

LÁGRIMAS DE CROCODILO

O crocodilo, quando ingere um alimento, exerce uma forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as suas glândulas lacrimais. Isto faz com que o animal chore enquanto come as suas vítimas.

João Coxo e o Carnaval

 

Este senhor, que um dia foi treinador de hóquei, fotografa os carnavais de Alcobaça, que eu me lembre, há  pelo menos uma década.
Mais um ano, a coxear e a fotografar. Um resistente.

TER OUVIDOS DE TÍSICO

Muitos soldados que combateram na Segunda Guerra Mundial sofreram de uma doença chamada tísica.
Esta maleita assemelhava-se muito ao que hoje conhecemos por tuberculose pulmonar e quem sofre desta doença caracteriza-se por ter uma sensibilidade auditiva fora do normal.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

domingo, fevereiro 14, 2010

cangalheiros




cangalheiro


s. m.1. Homem que trata de enterros.
2. Condutor de besta que leva cangalhas.
3. Recoveiro.
adj.adj.
4. Pertencente às cangalhas.




Tenho um amigo de infância que, para além de ser uma das pessoas mais caricatas que já conheci, há uns anos abraçou a profissão de cangalheiro.
Quando vestiu um morto pela primeira vez, tarefa já de si nada fácil, deparou-se com o obstáculo natural da rigidez. Sim, o braço estava hirto e espetado e tinha que se caber no caixão. Depois de algumas tentativas, depressa chegou à conclusão que precisava de um martelo. Foi a enterrar vestido para a ocasião, direitinho como um fuso, dentro do caixão que lhe foi designado.
De quando a quando, falamos sobre os enterros, mais de 25 por mês, que em meses bons, pode ascender a 35. Não há mãos a medir, trabalha sábados e domingos e está sempre a desejar que ninguém morra para ser enterrado durante o fim de semana.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Cor de burro quando foge

Poderá ter ocorrido a alguém, privado da designação de uma cor inexistente!?
Se o burro apresenta tons acinzentados ou castanho claro, será que quando está parado significa que nos referimos à cor cinzenta? E quando está a correr (quando foge), queremos proferir tons acastanhados?
Cor estranha, indefinida, desconhecida, mas porque o burro?

Disseram-me

Did you ever stop to think what´s gives you staingwt to live another day?
The breath in your body, the kisses you fell, it's also simple but never real.
Maybe the staingwt you strike to show is so deep with in, but there I know welcome home howevwe far it's seems. Go live the dream.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

domingo, fevereiro 07, 2010

sábado, fevereiro 06, 2010

Dezembro 2009

Igreja Universal do Reino de Deus


"As pessoas que sofrem de qualquer tipo de traumas acabam apresentando quadros dramáticos onde não conseguem fazer nada sozinhas, ficam apavoradas com a falta de luz ou em lugares escuros, não conseguem andar sozinhas nas ruas, sentem inseguras, enfim a infelicidade completa!

DOMINGO 24 DE JANEIRO ÀS 9.30H

Se sofre com qualquer tipo de trauma
Venha neste dia saber como ficar livre deste tormento.

EM TODOS OS CENTROS DE AJUDA ESPIRITUAL"

in revista Família Unida, 2010



http://www.coisasdemulher.tv/         http://iurd.pt/

Disco de ouro

José Cid



QUEM QUER PODE

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Trés vinténs


Esta expressão, utilizada quando se refere à virgindade, remonta a um hábito cultural da Idade Média.
Nessa época, as mulheres usavam um fio que exibia três moedas de vintém, podendo dessa forma ser rapidamente identificadas como solteiras, logo virgens.  
Quando casavam, esse fio era retirado, reconhecendo-se de imediato a mulher casada.

sábado, janeiro 30, 2010

Rés-vés Campo de Ourique

"A expressão “rés-vés Campo de Ourique” remonta a 1755 quando o terramoto assolou Lisboa tendo destruído a cidade até à zona de Campo de Ourique, que ficou intacta. A partir daí o ditado generalizou-se."

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Almas fodidas


Aparentemente nada me faz sentido.
As sociedades Ocidentais são arrogantes, egoístas, competitivas e pouco humanas. Os mais frágeis são esmagados, excluídos e não raras as vezes, abandonados à sua sorte.
O individualismo impera, o conceito de entreajuda praticamente banido, tendo sido substituído pelo maravilhoso conceito de “Quanto mais “lixar” a vida do próximo melhor me “safo”.
A política que se afirma democrática em muitos países, mais não é que o disfarce e a ilusão de que todos temos os mesmos direitos, deveres e principalmente igualdade e liberdade.
O poder de organizar, estabelecer e orientar a prática legislativa, para que a lei seja cumprida, serve apenas para comandar a raia miúda de cada país, região, cidades e lugarejos.
A religião, seja ela Budista, Católica, Muçulmana, Ortodoxa, Adventista do 7º Dia, Cientologia, e as que serão inventadas no futuro, mais não são que um aproveitamento financeiro, proporcionado pela necessidade inevitável da Fé Humana.
Acreditar, sentir Fé, ter esperança torna-se fundamental para continuarmos a viver, caso contrário entristecemos, perdemos a alegria de viver e o sentido da vida.
No campo da amizade, poucos tem a sorte de puder confiar, apoiar-se, divertir-se e trocar ideias ao longo da vida.
“O amor é fodido” e mal pago. Valham-nos as boas quecas desfrutadas em tempo de vacas gordas.
A maioria das famílias são disfuncionais, negligentes e abusivas, que consequentemente forma adultos descompensados, malucos, violentos e homicidas, deveras sofridos
Não acredito na política, sinto-me desajustada, menos acredito na religião, embora tenha que concordar que seja um mal necessário. Ainda acredito na Ciência e na sua evolução, que está condicionada pelo poder económico e interesses políticos. Acredito na Amizade de longa data e na sua construção diária. Acredito no Amor, mesmo sendo fodido.
As quecas que damos, as viagens que fazemos, as boas noitadas e a comida saborosa, não são o que levamos daqui, porque daqui não passa, mas ter a “barriga”cheia e bem aproveitada , isso ninguém nos pode tirar, apenas a morte.
Que se foda a política, a religião, a sociedade e as famílias fodidas, que constatemente e desde tenra idade nos moldam, pressionam, exploram esmagam até perdermos a vontade de viver.
A inteligência complementa este quadro de base falsa e ilusória e que nos obriga e condiciona a conformarmo-nos e a aceitar que dificilmente vamos viver momentos diferentes e especiais. O “filme” já foi visto, e com alguma sorte, resta-nos a versão integral desta longa metragem.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Desejo um companheiro para concretizar sonhos

"Sou uma mulher de 38 anos, mas com um espírito jovem, que procura um relacionamento afectivo com homem entre os 28 e os 39. Alguém com quem construir uma relação de confiança, criar cumplicidade, que me proporcione carinho e que me realize sexualmente.

Divido o meu tempo entre Lisboa e Alcobaça, tenho 2 licenciaturas e frequência de mestrado e procuro alguém que sinta afinidade com as minha áreas de interesse, das quais destaco as viagens, cinema, literatura, fotografia, música, concertos e tudo o que seja peculiar.

Sou morena, mantenho um aspecto bastante jovem e o corpo bem cuidado, tenho 1.60mpara 56 kg, cabelo encaracolado, curto.

Estou disponível para dar o que procuro. Aprecio sentido de humor perspicaz, alguém com quem seja possível manter uma conversa interessante, que seja empreendedor, protector e que partilhe de bom agrado as tarefas domésticas.

Desejo um companheiro para concretizar sonhos.

Espero por ti..."


Por motivos de cariz sociológico, por ser demasiado selectiva, por ser curiosa, por brincadeira e pelo "Nunca se sabe o que vai dar.", com um empurrão de uma amiga, que estabelece e mantêm relacionamentos amorosos a partir de anúncios, decidi escrever e publicar o meu "cartão de visita".

As respostas não se fizeram esperar, muitas por sinal, que no entanto se convertem rapidamente a várias categorias pouco favoráveis:

- Não interessa

- Para rir

- Algo interessante

- Os que não li

Continuam a "chover" respostas dos supostamente interessados no meu perfil, que leitura após leitura vai transformando a minha motivação em quase nula. Em pouco tempo o meu interesse desvaneceu, considerando este projecto apenas na recolha de informação para um possível estudo de perfil psicológico de "engates na net".

Não resisto  ao desejo de publicar algumas das respostas mais peculiares:


“ola boa tarde.
o teu anuncio é bom de mais para ser verdadeiro.
beijos ate breve”


“olá , vi o teu anuncio e despertou-me interesse . tenho 33 anos sou um homem realizado e feliz adoro viajar e disfrutar cada momento que a vida me proporciona...
Acredito que todos temos um proposito nesta vida e que nada aconteçe por acaso ... Sem querer fui parar no teu anuncio
Se me quiseres conheçer sem qualquer compromisso terei todo o gosto : Beijocas e tem um dia muito feliz ! João”


“Bem, já te respondi 3 vezes, será que é assim tão dificil responderes, mesmo que seja negativamente....”


“boa noite

envia-me uma foto tua sff.”


“ola vi o seu anuncio e interessei me sou tudo isso o que procura nao tenho medo das tarefas domesticas e gosto de ajudar em tudo sou meigo e carinhoso agora ha um se nao sera que eu sendo gordinho voce nao me ligaria? aguardo uma resposta sua mesmo que seja para dizer nao beijo”


“ola boa tarde,contacte-me para um cafe?”


“ola,gostava d t conhecer,tenho 33 anos,1.83alt,82kilos,olhos verdes,gostava d converçar ctg,s estiveres entreçada .adeciona me,ficarei ah espera,bjs”


“Olá!
Tudo bem contigo?
Vi o teu anuncio no OLX e achei muito interessante...
E chamo-me Michael, tenho 28 anos (faço 29 anos no dia 19 de Fevereiro) e sou de Sintra! Neste momento estou a trabalhar como colaborador de logistica, mas em breve quero me dedicar a tempo inteiro ao que eu realmente gosto de fazer que é ser empreendedor e investidor
Eu tenho 1.70, 60 Kg, cabelo castanho, oslhos castanhos-esverdeados... tenho uma aparência muito joveme e a maioria das pessoas dá-me menos idade do que eu na realidade tenho! Sou um rapaz com 28 anos mas com um espirito muito jovem, e sou da opinião que a idade de uma pessoa não é a idade "fisica", mas sim a idade que o seu espirito transmite! Também pretendo encontrar e conhecer alguém diferente e especial, com uma personalidade que seja o mais compativel com a minha. Inteligênte, educada, simpática, krida, sincera, compreensiva, atraente... Com objectivos de vida similares e que tenha a mesma forma de estar na vida: Aproveitar cada momento da vida como se fosse o último! Eu aos 21 anos estive a morrer e graças a Deus foi-me dada mais uma opurtunidade para viver...
Acho fundamental que uma relação possa ser construida nestes "pilares": Sinceridade,,Confiança, Cumplicidade e Amizade. E ter uma verdadeira relação e não uma "pseudo" relação, como infelizmente esxiste à nossa volta..
Alguém para dar carinho e atenção, porque a vida faz mais sentido quando se partinha estes bons momentos! "Realize seualmente"... ainda sou virgem...
. Seria espectacular encontrar alguém com os mesmos gostos e interesses por cinema; ;música; Internet; espectáculos; desporto, experimentar novas sensações e partir à aventura de novas emoções;: fotografia; natureza; praia: viajar, conhecer e explorar novos lugares.....aproveitar a vida ao MÁXIMO! É este o estilo de vida que pretendo! E poder partilhar tudo isto com alguém especial... E levar uma vida realmente CHEIA de felicidade!
Sou timido, sincero, compreensivo, positivo, optimista, tenho bom sentido de humor, perspicaz, protetor, também é de muito bom grado que faço qualquer tarefa em casa (até porque estou habituado e acho que estas tarefas devem ser partilhadas) e, como podes ver, gosto de falar pricipalmente se existe alguém interessante do "outro" lado...
Gosto do que dizes no teu anuncio; "Estou disponivel para dar o que procuro." Eu também penso assim! E estou disponivel para o que procuro, e para dar a quem me procura!
Já me "estiquei" um bocado nas palavras... Desculpa! Abri o meu coração... mas há muita coisa que ficou por dizer.. E eu gostava muito de saber mais sobre ti... O que achas se combinarmos um cafezinho para nos conhcermos melhor?
Fica aqui os meus contactos:

E-mail: DRAGON.BLUEICE@live.com.pt
TLM: 962806282 (apartir das 20h de seg. a sex.)

Desejo alguém especial para concretizarmos os nossossonhos, e recordarmos momentos inesqueciveis...
Fika bem!
Beijinho *”


“Olá,
podemos falar um pouco?
Sou de Lisboa e chamo-me Diogo.
O teu anuncio é muito romantico?

Bjs”


“ola sou o vitor tenho 35 anos vivo em lisboa liga-me”


“Bom dia,

Com tanta formação académica ainda assustas muitos dos pretendentes :-)
Pois eu só tenho uma licenciatura, mas também gosto muito de viajar e ler. Já estive um pouco por todo o mundo, entre trabalho e férias, sou um leitor compulsivo mas muito selectivo, pois com poucas excepções os escritores não conseguem continuar a surpreender nos livros com que nos brindam...
Físicamente, tenho 1.75, peso 69Kg e tenho 39 anos. Tenho um corpo bonito e costumam dizer que sou charmoso. Se calhar é por serem amigas :-)

bjks,
Luís

P.S. Come um doce conventual na patelaria Alcoa por mim.”


“olá sou o Pedro, sou de lisboa, tenho um trabalho estável e adoro estar com mulheres mais velhas. Tenho 27 anos, sou moreno olhos csatanhos escuros cabelo castanho 169 72kg e uma lingua muito marota que adora dar prazer. Espero falar melhor consigo brevemente.

beijos penetrantes,

Pedro”


“Boa tarde,

Acho incrivel uma mulher com todas esa valias colocar um anuncio aqui! Sem duvida o tempo, trabalho consome-nos....

Não sei se sou o que queres, por vezes sinto que sou diferente, com outros valores e educação, não perdendo no mei do respeito uma boa dose de loucura e desinibição que me transformam num homem capaz de surpreender.

Seras sempre tu a julgar e decidir....

beijos

João”

sexta-feira, janeiro 01, 2010

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Chícharo 2009






Decorreu mais um Festival, da rara leguminosa, em Alvaiázere.
Três dias a comer chícharo de todas as maneiras e feitios, o céu é o limite da imaginação na elaboração dos inúmeros menus.
Tornei-me admiradora assídua anualmente, determinada a assistir à variedade dos incontáveis eventos culturais, que se manifestam pela apresentação de peças de teatro, espectáculos de dança, debates políticos, animado por espectáculos musicais.
Em grande crescimento, com renome de médio alcance, o festival apresenta-se consolidado, graças ao empenho e esforço do meu amigo Carlos Furtado baseando-se no cultivo do chícharo e nos interesses políticos locais.