domingo, março 25, 2007

O que aprendi em Cuba

Compreendo que a posição política e económica de Cuba possa ser inspiradora e até um sonho para os demais países! A fatalidade de sermos governados pelos EUA, precipita-nos a sonhar com a radicalização que Fidel implementou naquela pequena ilha (prisão). Quanto ao indice de alfabetismo, não creio que seja o melhor, porque leva a que os cubanos sejam mais conscientes da miséria de vida que tem que viver anos a fio, até que surja uma oportunidade de fugir, e digo literalmente fugir, porque estão de facto retidos numa ilha país. Em relação aos hospitais, a situação não é tão boa como pintam, tem de facto bons médicos, mas a saúde está longe de chegar a todos, como apregoa o socialismo vigente! Quando estive em Cuba ofereci 10 euros ao Sr Nestor, para subornar o médico que supostamente o devia operar há um ano! Ninguém tem onde cair morto, tem que fazer-se a vida, inventar de tudo para ganhar 1 euro por dia, se tiver de maré! Ali, a esmagadora maioria, não tem onde cair morto, tem que fazer-se a vida, inventar de tudo para ganhar 1 euro. De facto, tudo o que Cuba possui é de Cuba, e que beneficios trás isso aos Cubanos? O orgulho nacional e a luta contra o maior império actual, fazem com que as pessoas tenham casas a cair de podre, obrigados a viver uma vida miserável, de condições desumanas, como usar um buraco, que nem casa de banho se pode chamar, utilizado por 100 pessoas que vivem no mesmo prédio. Todos os dias comem arroz com feijão, se for um bom dia, claro está. Outros poucos, não tem uma vida miserável, pelo contrário, disfrutam de uma vida de regalias proporcionado pelo Partido vigente. Viva o socialismo para os poucos Cubanos que dele usufruem. E as putas? A prostituição entre mulheres e homens é um dos oficios mais rentáveis de cuba. Ganham uma pasta, que dura escassos dias, sustentando os companheiros e os filhos, que não tem onde cair mortos. Turismo é uma das maiores receitas que revertem para o estado, porque tudo é de Fidel Castro, todos os cafés, restaurantes, teatros, as casas das pessoas, os carros, as bicicletas. E, a condição dos Turistas que são tratados como uma população acima da população da ilha. Entram em qualquer loja, á frente de qualquer cubano, sejam crianças ou velhos. Obviamente, que convêm reter a maior quantidade dinheiro possivel dos turistas e esses tem de facto dinheiro, que vai directamente, para os cofres do Estado Cubano. O que não se percebe é onde é investido esse rendimento. Os ordenados são pagos em Pesos Cubanos, que tem que cambiar por Pesos Convertíveis, (moeda usada por turistas, com um valor aproximado ao Euro), tendo em conta que um litro de leite custa 2 Euros e o ordenado máximo é 10 Euros.

Sem comentários:

Enviar um comentário