domingo, novembro 29, 2015
sábado, novembro 28, 2015
FARLOPA
El otro nombre de la cocaína parece proceder de Sudamérica, donde comenzó a ser utilizado por el mundo del hampa. En concreto, del lunfardo, la jerga propia de la ciudad argentina de Buenos Aires, y que se ha extendido a otras ciudades. En Chile se utiliza también la expresión “falopa”, sin la “r”. Su origen puede remontarse hasta el siglo XIV, cuando aparece en Italia el término faloppa, que aplicado a las personas, servía para nombrar de forma negativa a aquellas “tramposas” o “embusteras”. “Faloppa” se trata de un apellido habitual en el país italiano. En Galicia se emplea el término “falopa” o “folerpa” para referirse a las bolas de nieve. Su misterio aún se ha de esclarecer.
sexta-feira, novembro 27, 2015
terça-feira, maio 05, 2015
O Livro do Desassossego, de Bernardo Soares
“A vida é para nós o que concebemos nela. Para o rústico cujo campo próprio lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida.
Isto não vem a propósito de nada.
Tenho sonhado muito. Estou cansado de ter sonhado, porém não cansado de sonhar. De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos. Em sonhos consegui tudo. Também tenho despertado, mas que importa? Quantos Césares fui! E os gloriosos, que mesquinhos! César, salvo da morte pela generosidade de um pirata, manda crucificar esse pirata logo que, procurando-o bem, o consegue prender. Napoleão, fazendo seu testamento em Santa Helena, deixa um legado a um facínora que tentara assinar a Wellington. Ó grandezas iguais à da alma da vizinha vesga! Ó grandes homens da cozinheira de outro mundo! Quantos Césares fui, e sonho todavia ser.
Quantos Césares fui, mas não dos reais. Fui verdadeiramente imperial enquanto sonhei, e por isso nunca fui nada. Os meus exércitos foram derrotados, mas a derrota foi fofa, e ninguém morreu. Não perdi bandeiras. Não sonhei até ao ponto do exército, onde elas aparecessem ao meu olhar em cujo sonho há esquina. Quantos Césares fui, aqui mesmo, na Rua dos Douradores. E os Césares que fui vivem ainda na minha imaginação; mas os Césares que foram estão mortos, e a Rua dos Douradores, isto é, a Realidade, não os pode conhecer.
Atiro com a caixa de fósforos, que está vazia, para o abismo que a rua é para além do parapeito da minha janela alta sem sacada. Ergo-me na cadeira e escuto. Nitidamente, como se significasse qualquer coisa, a caixa de fósforos vazia soa na rua que se me declara deserta. Não há mais som nenhum, salvo os da cidade inteira. Sim, os da cidade dum domingo inteiro – tantos, sem se entenderem, e todos certos.
Quão pouco, no mundo real, forma o suporte das melhores meditações. O ter chegado tarde para almoçar, o terem-se acabado os fósforos, o ter eu atirado, individualmente, a caixa para a rua, mal disposto por ter comido fora de horas, ser domingo a promessa aérea de um poente mau, o não ser ninguém no mundo, e toda a metafísica.
Mas quantos Césares fui!”
(27/06/1930; em “Livro do Desassossego”)
O poeta Fernando Pessoa tinha uma atração peculiar por Bernardo Soares. Para início de conversa, ele o classificava de semi-heterônimo porque: “não sendo a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação dela”. Ou ainda: “Sou eu menos o raciocínio e a afetividade.” É importante destacar que foi por meio de Bernardo Soares, autor de “O Livro do Desassossego”, espécie de diário em prosa poética escrito a partir de 1914 que o poeta Fernando Pessoa mais sinceramente falou de si mesmo.
quinta-feira, janeiro 01, 2015
terça-feira, agosto 05, 2014
sexta-feira, maio 23, 2014
HÁ MERDA NO PUREX
Entro no Purex, bar onde a minha irmã trabalha. Numa boa época com a Carla, não peço nada para beber, digiro-me à casa de banho para "mudar as águas às azeitonas" e bebericar o vodka/ananás que trago na mala, numa garrafa do Luso.
Mijo, beberico e reparo muna "coisa" castanha no chão. Longe de pensar que se tratava de merda, embora estive na casa de banho, na minha ingenuidade, ainda pensei que se tratasse gelado de chocolate. Verifiquei a sola das minhas botas, aproximei-as do nariz;
É MERDA SENHORES. É MERDA! ALGUÉM ERROU O BURACO! ALGUÉM ERROU O BURACO!
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