sexta-feira, novembro 22, 2013
quinta-feira, outubro 31, 2013
quarta-feira, outubro 30, 2013
LOUUUU
Compositor, cantor, guitarrista, líder dos Velvet Underground, Lou Reed, um dos mais inventivos e influentes criadores da música popular americana da segunda metade do século XX, morreu este domingo aos 71 anos em Long Island, Nova Iorque. As causas da morte ainda não foram divulgadas, mas é provável que não sejam alheias ao transplante de fígado a que o músico nova-iorquino se submeteu em Maio.
Os últimos 50 anos de música rock seriam algo bastante diferente sem ele, algo que só poderia dizer-se com idêntica propriedade de um conjunto muito restrito de músicos. No final dos anos 1960, com os Velvet Underground, Lou Reed, diz o seu obituário na revista Rolling Stone, “casou beleza e barulho, ao mesmo tempo que trazia toda uma nova honestidade lírica ao rock’n roll”.
Nascido em Brooklyn em 1942, Reed começou a compor canções no final do liceu, mas o percurso que o tornaria um ícone do rock só se inicia verdadeiramente quando conhece John Cale, um músico de formação clássica, natural do País de Gales, que chegara a Nova Iorque em 1963. Com Cale, Lou Reed funda a banda The Primitives, que tem algum sucesso em 1964 com o tema The Ostrich, uma paródia à música de dança.
Os The Primitives são depois rebaptizados The Warlocks. E quando se juntam ao grupo o guitarrista Sterling Morrison e o percussionista Angus Maclise, nasceu não apenas uma nova banda, mas, na opinião de alguns críticos, a melhor banda de rock de todos os tempos: os Velvet Underground. O grupo não teve grande sucesso comercial nos anos 1960, mas alguém já observou que muitos dos jovens que ouviram o seu álbum de estreia, em 1967, The Velvet Underground & Nico, correram a criar as suas próprias bandas.
Quase não há um tema nesse primeiro álbum, produzido por Andy Warhol, que não seja hoje um clássico da música pop, de I’m waiting for the man e Venus in furs a All tomorrow’s parties ou aos sete minutos de Heroin. O grupo durou pouco (Cale saiu logo em 1968), mas a sua influência perdura até hoje.
Com o fim dos Velvet em 1970, Reed parte para o Reino Unido, onde grava um disco com músicos dos Yes. Mas é com o disco seguinte, Transformer, produzido por David Bowie, que se torna uma estrela incontestável do firmamento rock. O tema Walk on the wild side torna-se um sucesso, mas o disco inclui outras canções justamente célebres, como Perfect day ou Vicious.
sábado, setembro 07, 2013
quinta-feira, setembro 05, 2013
domingo, agosto 25, 2013
sábado, agosto 24, 2013
FUNNY HOUSE! AHAHAH
A guerra foi estabelecida na casa do Cais do Sodré. Em quartos alugados por um senhorio, de seu nome Carlos, resido eu (Célia João), um peruano, e dois polacos (suspeitamente gays).
Ontem, quando me levantei, vejo este "cartaz" colado na casa de banho dos rapazes:
Saí á rua.
E, quando volto, vejo outro "cartaz", como resposta ao primeiro.
(o peruano escreveu o primeiro recado, o segundo, foi resposta dos polacos!)
sexta-feira, agosto 23, 2013
domingo, julho 28, 2013
Dia Internacional das Prostitutas
O Ministério da Saúde brasileiro mandou retirar uma campanha que
instava as prostitutas a usarem preservativo, depois de fortes protestos da
oposição e de meios mais conservadores.
Eu sou feliz sendo
prostituta era o lema da campanha lançada na Internet no
Dia Internacional das Prostitutas, celebrado a 2 de Junho, e visava, além de
incentivar o uso de preservativo, levar as profissionais do sexo a não terem
vergonha de procurar tratamento médico para doenças transmitidas sexualmente.
Colocada na página online do Ministério da Saúde e nas
redes sociais, a campanha foi imediatamente alvo de duras críticas. “Estamos a
lutar contra a prostituição infantil e surge uma campanha que a incentiva”,
afirmou a deputada federal Liliam Sá numa reunião parlamentar.
O ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, uma estrela em ascensão no Partido dos Trabalhadores e que é
apontado como possível candidato a governador de São Paulo, assegurou através
da rede social Twitter que a campanha tinha sido lançada sem o seu
consentimento. Padilha acrescentou que a decisão de retirar a campanha nada
tinha a ver com as críticas de que foi alvo. Entretanto, o jornal
brasileiro O Globo revelou nesta quarta-feira que
Alexandre Padilha demitiu o director do Departamento de Vigilância, Prevenção e
Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis, Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida e Hepatites Virais do ministério, Dirceu Greco.
segunda-feira, julho 15, 2013
quinta-feira, julho 04, 2013
quarta-feira, junho 26, 2013
terça-feira, junho 25, 2013
quinta-feira, junho 20, 2013
terça-feira, maio 07, 2013
CARTA AOS 19% - Ricardo Araújo Pereira
Caro desempregado,
Em nome de Portugal, gostaria de agradecer o teu contributo para o sucesso económico do nosso país.... Portugal tem tido um desempenho exemplar, e o ajustamento está a ser muito bem-sucedido, o que não seria possível sem a tua presença permanente na fila para o centro de emprego. Está a ser feito um enorme esforço para que Portugal recupere a confiança dos mercados e, pelos vistos, os mercados só confiam em Portugal se tu não puderes trabalhar. O teu desemprego, embora possa ser ligeiramente desagradável para ti, é medicinal para a nossa economia. Os investidores não apostam no nosso país se souberem que tu arranjaste emprego. Preferem emprestar dinheiro a pessoas desempregadas.
Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.
Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.
Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer.
Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.
Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.
Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer.
segunda-feira, maio 06, 2013
Homens preferem mulheres que foram rejeitadas por outros
De acordo com a pesquisa, saber que a sua pretendente deu um fora no ex-namorado deixa os homens mais nervosos. Já no caso das mulheres, elas preferem aqueles que deixaram as namoradas e não os que foram “deixados”.
Segundo Stanik, ainda há outro possível motivo para o resultado da pesquisa: por uma certa “tradição” social, espera-se que o homem seja a figura dominante do relacionamento, então tanto homens quanto mulheres inconscientemente desaprovam quando são elas que terminam o relacionamento passado.
sábado, maio 04, 2013
sexta-feira, abril 12, 2013
Homem é hospitalizado após inserir enguia viva no ânus
Um morador da província de Guangdong (na China) foi parar ao hospital após inserir no ânus uma enguia viva! De acordo com o “Sun“, o sujeito decidiu realizar a experiência após ver uma cena semelhante em um filme pornográfico.
A enguia entrou pelo recto, perfurou o intestino grosso e alojou-se numa cavidade entre a pele e o tubo digestivo.
Para a retirada da enguia de 47 centímetros, os médicos realizaram uma longa cirurgia, que demorou quase toda a noite.
A enguia acabou por morrer. Já o chinês está a recuperar, mas deverá ser acusado de crueldade contra animal.
terça-feira, abril 09, 2013
Modelo exige contrato pré-nupcial garantindo sexo 3 vezes por semana
A modelo Joanna Krupa, polaca, de 33 anos, terá exigido um contrato pré-nupcial ao seu futuro marido. Ela quer que o seu namorado, Romain Zago, assine um acordo pré-nupcial onde garante que irá fazer, com ela, sexo três vezes por semana, pelo menos.
O caso foi revelado pelo próprio namorado. Zago disse que Joanna é uma máquina de fazer sexo e tem um desejo enorme. “Ela quer que o nosso contrato pré-nupcial tenha uma cláusula afirmando que faremos sexo três vezes por semana”, contou Zago.
Zago (que é proprietário de uma discoteca) e Krupa estão juntos há 6 anos e o próprio admite que ” não vou mentir e dizer que temos sexo todos os dias.
Eu trabalho muito, ela trabalha muito, ela está sempre a viajar”. Adianta ainda: ”Não há casal que tem uma vida sexual perfeita depois de tantos anos”
Tabacaria
"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.
Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu. "
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
segunda-feira, abril 08, 2013
Biografia
"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus"
Fernando Pessoa/Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; escrito entre 1913-15; publicado em Atena nº 5 de Fevereiro de 1925.
Homem parado por excesso de velocidade disse que transportava o Diabo
A polícia de Trinity (Texas, EUA) prendeu um homem após ele ser apanhado a conduzir de forma perigosa e ter tentado fugir em alta velocidade – ele chegou a quase 150km/h.
Norman Damon Foley, de 36 anos, deu uma explicação bizarra para o seu comportamento: ele estava a levar o Diabo preso nos galhos de uma árvore que transportava na carroçaria da Pick-Up. Mais: ele ia queimar o Dito Cujo.
O condutor foi submetido a teste de álcool, que deu negativo, de acordo com a emissora KTRE.
domingo, abril 07, 2013
Universitários criam sutiã com GPS para evitar violações na Índia
Três estudantes universitários de engenharia da cidade de Chennai
criaram um sutiã especial para evitar violações na Índia – um problema
que se alastra pelo país e desafia as autoridades.
O sutiã, chamado de SHE, vem equipado com GPS e é capaz de emitir alerta para os pais da vítima e para polícia. Além disso, o aparato dá choques elétricos.
“Os choques podem ser emitidos até 82 vezes. O aparelho liberta as
mulheres que enfrentam problemas em autocarros e locais públicos”, disse
Manisha Mohan, uma das criadoras do sutiã, em material de divulgação
publicado na internet.
A engenhoca anti-violação deverá ser produzida em escala industrial a partir deste mês.
Empresa lança preservativos com sabor a bacon
A empresa JD Foods, de Seattle (EUA), lançou um produto realmente insólito: um preservativo com sabor a bacon!
E, como bacon é parte importante do cardápio de grande parte dos
americanos, como Homer Simpson, a novidade contraceptiva deve fazer
bastante sucesso.
O látex tem sabor de bacon e ainda vem acompanhado de lubrificante…
com sabor a bacon. É muito bacon! A empresa fez questão de salientar que
realizou testes que demonstram a segurança do produto.
Segundo a empresa, o preservativo é uma excelente opção para “quem sempre quis levar ainda mais bacon para a cama”.
Mas não pense que esta empresa apenas produz preservativos com sabor a
bacon. Pois a JD Foods comercializa com sabor a bacon: batom, óleo para
massagem e papinha de criança.
SENTIDO DA VIDA
Temos de encontrar em nós um qualquer mecanismo que nos permita superar, dar um qualquer sentido para a vida.
Não
vamos ser felizes porque ninguém é; não vamos ver ser as mulheres realizadas do mundo
porque nenhuma o é; não vamos encontrar um grande amor, porque os
grandes amores são fugazes e, passado algum tempo, já não são grandes
amores.
Temos de aprender a conviver com a nossa insatisfação permanente, torná-la parte de nós, integrá-la na nossa existência, como se fosse uma filha rebelde que faz parte de nós, que nos causa sofrimento, mas é nossa filha e, portanto, não a podemos mandar embora.
Temos de aprender a conviver com a nossa insatisfação permanente, torná-la parte de nós, integrá-la na nossa existência, como se fosse uma filha rebelde que faz parte de nós, que nos causa sofrimento, mas é nossa filha e, portanto, não a podemos mandar embora.
Vivemos, bem sei, felicidades falsas e efémeras, andei por paraísos artificiais e agora experimentei uma dupla solidão e o
reencontro de mim comigo, não é fácil nem seria esperável que o fosse.
Sinto-me sozinha!
"Tenho algumas pedras , mas não consigo recomeçar a contruir o castelo!". Peguemos
numa única pedra, só numa, e coloca-la num ponto qualquer, sem deixar
que ela caia e, depois, dessa pequena vitória, pega noutra.
Significado de Sejo in Dicionário Informal
Sejo:
É um cheiro com um beijo gostoso que meu be saudade me dá.
Variações: sejo no peito ou na raça ou no coração.
Variações: sejo no peito ou na raça ou no coração.
Eu dou um sejo no meu be
domingo, março 10, 2013
Sérvio mora dentro de túmulo num cemitério há 15 anos
Bratislav Stojanovic vive literalmente entre os mortos. Aos 42 anos,
ele mora há mais de 15 num túmulo vazio no cemitério de Nis (Sérvia).
O sérvio fez da tumba húmida o seu lar. Para ele, a experiência é confortante.
“É calmo aqui. Não tenho medo dos mortos, eles não me podem ferir. Os vivos, podem”, disse ele, segundo o site “IOL News”.
Na “casa”, Bratislav mantém um colchão e alguns cobertores – úteis
especialmente em dias como estes, de inverno rigoroso. O sérvio também
guarda garrafas e velas retiradas de outros jazigos.
O cemitério está fechado desde meados dos anos 70, quando a autarquia abriu um novo nos arredores de Nis.
“Dificilmente alguém vem aqui. Estou completamente sozinho”, disse.
No início dos anos 90, Bratislav perdeu o emprego na construção
civil, não quis mais morar com o pai e foi parar nas ruas após o
conflito étnico que varreu do mapa a Jugoslávia.
A autarquia chegou a oferecer a Bratislav um lugar numa residência para sem-abrigo, mas ele recusa-se a deixar o túmulo.
Campanha eleitoral na Espanha associa voto a orgasmo
A campanha eleitoral para a eleição do Parlamento da Catalunha, que
se realiza a 28 de novembro está a causar a indignação de algumas
pessoas e de alguns partidos políticos locais. O motivo é um vídeo de
apelo ao voto sobretudo dirigido ao eleitorado mais jovem e que usa
cenas de uma mulher aparentando ter um orgasmo ao inserir o voto na urna.
Um partido político local classificou o spot comercial de “imundície” e acusou-o de “atacar a dignidade das mulheres”.
A estratégia foi adoptada como uma forma bem humorada de justificar o slogan do partido: “votar é um prazer”.
Brasil: ladrão depara-se com orgia, e é convidado a participar nela
Há ladrões com sorte. Pelo menos deve ser o que o pedreiro José Pedro Alves, de 29 anos, pensa. Tudo se passou em Carambei, Paraná, Brasil. José, o ladrão, cortou os fios da cerca elétrica e saltou o muro com o objetivo de assaltar uma casa.
Ao chegar próximo da sala ouviu alguns gemidos ofegantes e
deparou-se, logo na sala, com dois casais em plena orgia. Apesar da
presença do ladrão os casais, entusiasmados, continuaram a orgia.
A.P.L. de 34 anos e a companheira C.S.O. de 31 anos, contaram à
polícia, em depoimento, que confundiram o ladrão com um amigo que estava
convidado para a festa. “Ele estava a usar um gorro tipo ninja e achei
que fosse alguma fantasia do tal amigo que havíamos convidado. Assim que
o vimos na sala foi convidado a participar e ele ficou ainda uns 30
minutos com a gente”, contou Rubens, um dos participantes da orgia.
Mulher é devorada por leoa enquanto fazia sexo atrás de uma moita
Uma mulher foi devorada por uma leoa enquanto fazia sexo atrás de uma moita nos arredores da cidade de Kariba, no Zimbábue.
Sharai Mawera estava no mato com um homem quando a fera atacou. Ele
conseguiu escapar, mas Mawera não teve a mesma sorte. “Ela foi atacada
pela leoa e morreu com ferimentos graves no pescoço e na barriga. Ele
escapou nu”, contou um amigo da mulher ao site My Zimbabwe. Ele não
soube dizer quem seria o homem com quem ela estava. De acordo com o
site, os moradores da cidade agora temem também sofrer ataques de
predadores.
Vídeo: “Harlem Shake” em mina leva empresa a despedir 15 mineiros na Austrália
Quem poderia imaginar que o “Harlem Shake” era motivo para despedimento? Na Austrália, 15 funcionários foram despedidos por uma empresa de exploração mineira por dançarem no subsolo. Nos EUA, continua a decorrer um inquérito devido a um “Harlem Shake” num avião.
O “Harlem Shake”, a moda do momento, custou o emprego a 15 mineiros,
na Austrália. Um grupo de funcionários da Barminco, uma empresa de
exploração mineira subcontratada pela Gold Fields (África do Sul),
dançou no subsolo, durante um turno noturno na mina Agnew e gravou o
momento.
Ao tomar conhecimento do vídeo, a Barminco enviou cartas de
despedimentos aos ‘dançarinos’, argumentando que o grupo “quebrou os
valores de segurança, integridade e excelência”.
A Gold Fields, proprietária da mina, já fez saber que a decisão
partiu unicamente da empresa australiana. “A exploração mineira
subterrânea tem normas de segurança, uma vez que ocorrem acidentes e
fatalidades. A administração da Barminco considerou isto uma quebra das
normas”, justificou Sven Lunsche, porta-voz dos sul-africanos.
Os mineiros já ‘responderam’, através de uma página no Facebook,
alegando que o despedimento é ilegal, pois todos os envolvidos cumpriram
as normas de segurança: usaram o capacete durante a dança.
Este é o segundo caso em que o “Harlem Shake”, que começa com uma
pessoa a dançar enquanto é ignorada pelas restantes, que a dado momento
juntam-se com movimentos frenéticos, se torna notícia por alegados
motivos relacionados com a segurança. É, porém, o primeiro a ficar
concluído, com o anúncio do despedimento coletivo.
Nos EUA, prossegue o inquérito sobre a realização da mesma
coreografia durante um voo da companhia Frontier Airlines, por parte de
um grupo de estudantes. A empresa já se defendeu, alegando que o “Harlem
Shake” ocorreu depois dos sinais para apertar os cintos de segurança se
terem apagado.
Pessoas pessimistas são mais saudáveis
Segundo uma pesquisa da Universidade de Erlangen-Nuremberg, na
Alemanha, as pessoas que têm uma visão pessimista do futuro vivem mais
do que os otimistas inveterados.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores entrevistaram 40 mil
pessoas entre os anos de 1993 a 2003. Cada voluntário contou como
imaginava a vida 5 anos depois – se seria ou não feliz. Passados exatos 5
anos, os pesquisadores voltaram para conferir se eles tinham acertado
as previsões. Quem havia apostado num futuro mais feliz levou a pior: o
risco de ter alguma doença ou morrer era 10% maior entre os otimistas.
É que o pessimismo deixou as pessoas mais alertas e preocupadas. Aí
elas cuidaram melhor da saúde, fizeram mais exercícios físicos. E isso
não quer dizem que levaram uma vida sem graça ou se entregaram à espera
do pior. “Eles provavelmente sairam beneficiados por aproveitar o
presente, o que está aqui agora, e ainda investem mais em saúde”, diz
Frieder Lang, autor da pesquisa. Afinal, se o futuro vai ser pior, é
melhor aproveitar o dia de hoje.
Citação da Bíblia em papel higiénico gera protestos na Escandinávia
Uma fabricante de papel higiénico finlandesa teve que se apressar a
tentar limpar a sua imagem após os líderes cristãos noruegueses
protestarem contra a inclusão de passagens da Bíblia nos rolinhos da
marca Lambi. A ideia do pessoal do marketing da empresa era imprimir
mensagens de amor no papel higiénico, para que as pessoas
tivessem momentos inspiradores na casa de banho, mas uma frase atribuída
a Jesus Cristo foi inadvertidamente selecionada: “Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.”
A inclusão do versículo, que pertence ao Evangelho Segundo São
Mateus, foi um equívoco, de acordo com a porta-voz da empresa Metsa
Tissue. “As pessoas gostam de ler textos curtos e felizes quando vão à
casa de banho. A nossa intenção era espalhar amor e alegria, não
mensagens religiosas”, disse a porta-voz. A explicação não convenceu o
bispo de Tunsberg, na Noruega. “Isso é de mau gosto e mostra falta de
respeito”, queixou-se. A empresa retirou a citação bíblica do
papel higiénico.
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
LISBON OLD TOWN HOSTAL
Aberto desde Novembro de 2007, o Lisbon Old Town Hostel possui 10 quartos e 58 camas e está situado junto à Igreja do Chagas e do Elevador da Bica, num edifício pombalino construído em 1820, no qualesteve sediado o Consulado Britânico durante a II Guerra Mundial.
Originalmente construído para tornar-se residência oficial do embaixador suíço no início do século XVIII o palácio deste período, passou a ser hostel!
Fugida de casa no Intendente, numa manhã de chuva, apenas com uma mochila e
o meu portátil, descobri o Hostal mais barato da cidade.
Cheguei encharcada como um pinto, nervosa e medrosa, com o objetivo de
sentir-me o mais protegida possível. Efectuei a reserva na Farmácia Silva
Pinto, onde trabalha a minha amiga Sónia, esclarecendo que estava a ser vítima
de violência doméstica e ameaçada de morte pelo meu inquilino, que para além de
ser dealer, não pagava o aluguel do quarto, nem as contas devidas.
Naquela Quinta-Feira dormi como não dormia há dois meses.
Na sexta-Feira comprei uma garrafa de moscatel, que bebi quase até ao final,
na varandinha do Hostal.
Pouco tempo passou e conheci o Mad Men, que se encontrava igualmente
hospedado no Hostal. Depressa nos tornamos "amigos", enquanto fumávamos
na dita varanda.
Pelo o Hostal, passeava-se um dito Alexandre, que afirmava ás quatros
paredes, que estava a estudava para ser cozinheiro em Oeiras. Não tinha dentes,
cozinhava mal, era bastante desagradável e tinha a mania de engatar, da pior
forma possível, todas as raparigas que estavam no Hostal.
Certo dia, imediatamente ao primeiro fim de semana, uma suíça, cujo nome não
me recordo, pediu-me para estar presente na sala de jantar enquanto comiam com
o dito "engatador sem dentes".Mad Men estava como sempre a costurar o
seu casaco preto, enquanto eu apreciava o "teatro" gratuito.
Estou há mais de dois meses, conheci muita gente (fresh
meat, como costumo dizer quando chega alguém novo. Aliás, estou hospedada há tanto
tempo , que os que chegam ao Hostal
pensam que trabalho aqui (suponho que sentem que estou muito familiarizada com
o espaço e com o staff).
Passei aqui a passagem de ano, o meu aniversário e o
carnaval, e se me tivessem deixado, teria passado aqui o Natal.
Conheci aqui a Kristina, uma alemã de origem romena ( que rapidamente nos tornamos amigas), conheci o Chris alemão, que numa mais deu sinais de vida, dois Franceses, que me salvaram a vida na mudança das minhas quinquelhisses (que enchiam um carro), e o Senhor Zé, que fez o grande favor, apesar de estar um pouco aborrecido, porque era muita coisa).
Há dois dias, apareceu aí um maluco alemão, que se passeou por aí de manta ( que fazia lembrar a farpela de cristo) e com um gorro posto, dizendo que assim absorvia melhor o calor no cérebro.
Com o pessoal que trabalha no Hostal “ganhei “uma nova família. A Ina é fantástica que tem muita piada e é boa amiga. A sara é uma querida e também boa amiga. O Chris é também boa pessoa e muito responsável. A Agné é simpática. A Vanessa e a Nilza são muito compreensivas. O João e o Senhor José são inacreditáveis.
terça-feira, fevereiro 26, 2013
OS AMIGOS DA SEVERA
Certo dia, o dono desta típica tasca, na Rua do Capelão - Mouraria em
Lisboa, em frente à casa onde cresceu e viveu a fadista Severa,
debateu-se com dois clientes já bastante bẽbados. que perguntavam se as
follas de parra que decoravam o balcão era marijuana.
Pois o dito Senhor confirmou e um dos destes clientes enrolou o
"produto" e fez um "charro". desta feita, ocorreu ao companheiro roubaro suposto "charro" como um "chico esperto", meteu.o no bolso e dirigiu-se a casa.
No dia seguinte, enquanto este dormia, a muller resolveu procurar algum dinheiro. no bolso das calças do marido e deparou com o suposto "charro", imediatamente começou a chamar-lhe drogado, quando afinal era um cigarro feito de folhas secas de parras.
Constato que é necessaŕio ser um ladrão mais inteligente.
Maria Severa Onofriana (Lisboa, 1820 — Lisboa, 30 de Novembro de 1846) foi uma cantora portuguesa de fado, considerada a mítica fundadora do fado, caracterizada pelos seus fados lisboetas. A Severa nasceu em Lisboa, no Bairro da Mouraria, em 1820. Era filha de Severo Manuel e Ana Gertrudes. A sua mãe era proprietária de uma taberna e tinha por alcunha "A Barbuda", devido à barba que tinha na cara. A Severa era uma prostituta
alta e graciosa, que cantava o fado (especialmente numa taberna da Rua
do Capelão). Teve vários amantes conhecidos, entre eles o Conde de Vimioso (Dom Francisco de Paula Portugal e Castro) que, segundo a lenda, era enfeitiçado pela forma como cantava e tocava guitarra, levando-a frequentemente à tourada.
Morreu de tuberculose a 30 de Novembro de 1846 na rua do Capelão, na Mouraria, em Lisboa, tendo sido sepultada no cemitério do Alto de S. João numa vala comum.
A sua fama ficou a dever-se em grande parte a Júlio Dantas
cuja novela "A Severa" viria a originar uma peça levada à cena em 1901,
bem como ao primeiro filme sonoro português realizado por Leitão de Barros em 1931. No filme Fados do realizador espanhol Carlos Saura ela é representada pela fadista Cuca Roseta.),
Pegámos na definição lata da expressão que actua como tema a ser
incorporado no trabalho como a propriedade pública ou antes, o colectivo
público. Foi Maria Severa, reza a lenda, que trouxe o fado às ruas, e é
aqui que decidimos pegar para o nosso trabalho. Severa, do qual não
existe nenhum registo de voz, diz-se ter sido a primeira pessoa a cantar
os fados na rua e a elevar os seus problemas representando o povo, e a
razão pela qual o fado se propagou até ao nível de entidade nacional que
hoje é.A cena retratada procura ser uma recriação de um quadro de
Malhoa, o quadro da Severa e num plano procurámos recriá-lo num registo
mais contemporâneo, a ponto de suscitar um exercício de rememoração no
espectador.
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