quarta-feira, junho 26, 2013
terça-feira, junho 25, 2013
quinta-feira, junho 20, 2013
terça-feira, maio 07, 2013
CARTA AOS 19% - Ricardo Araújo Pereira
Caro desempregado,
Em nome de Portugal, gostaria de agradecer o teu contributo para o sucesso económico do nosso país.... Portugal tem tido um desempenho exemplar, e o ajustamento está a ser muito bem-sucedido, o que não seria possível sem a tua presença permanente na fila para o centro de emprego. Está a ser feito um enorme esforço para que Portugal recupere a confiança dos mercados e, pelos vistos, os mercados só confiam em Portugal se tu não puderes trabalhar. O teu desemprego, embora possa ser ligeiramente desagradável para ti, é medicinal para a nossa economia. Os investidores não apostam no nosso país se souberem que tu arranjaste emprego. Preferem emprestar dinheiro a pessoas desempregadas.
Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.
Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.
Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer.
Antigamente, estávamos todos a viver acima das nossas possibilidades. Agora estamos só a viver, o que aparentemente continua a estar acima das nossas possibilidades. Começamos a perceber que as nossas necessidades estão acima das nossas possibilidades. A tua necessidade de arranjar um emprego está muito acima das tuas possibilidades. É possível que a tua necessidade de comer também esteja. Tens de pagar impostos acima das tuas possibilidades para poderes viver abaixo das tuas necessidades. Viver mal é caríssimo.
Não estás sozinho. O governo prepara-se para propor rescisões amigáveis a milhares de funcionários públicos. Vais ter companhia. Segundo o primeiro-ministro, as rescisões não são despedimentos, são janelas de oportunidade. O melhor é agasalhares-te bem, porque o governo tem aberto tantas janelas de oportunidade que se torna difícil evitar as correntes de ar de oportunidade. Há quem sinta a tentação de se abeirar de uma destas janelas de oportunidade e de se atirar cá para baixo. É mal pensado. Temos uma dívida enorme para pagar, e a melhor maneira de conseguir pagá-la é impedir que um quinto dos trabalhadores possa produzir. Aceita a tua função neste processo e não esperneies.
Tem calma. E não te preocupes. O teu desemprego está dentro das previsões do governo. Que diabo, isso tem de te tranquilizar de algum modo. Felizmente, a tua miséria não apanhou ninguém de surpresa, o que é excelente. A miséria previsível é a preferida de toda a gente. Repara como o governo te preparou para a crise. Se acontecer a Portugal o mesmo que ao Chipre, é deixá-los ir à tua conta bancária confiscar uma parcela dos teus depósitos. Já não tens lá nada para ser confiscado. Podes ficar tranquilo. E não tens nada que agradecer.
segunda-feira, maio 06, 2013
Homens preferem mulheres que foram rejeitadas por outros
De acordo com a pesquisa, saber que a sua pretendente deu um fora no ex-namorado deixa os homens mais nervosos. Já no caso das mulheres, elas preferem aqueles que deixaram as namoradas e não os que foram “deixados”.
Segundo Stanik, ainda há outro possível motivo para o resultado da pesquisa: por uma certa “tradição” social, espera-se que o homem seja a figura dominante do relacionamento, então tanto homens quanto mulheres inconscientemente desaprovam quando são elas que terminam o relacionamento passado.
sábado, maio 04, 2013
sexta-feira, abril 12, 2013
Homem é hospitalizado após inserir enguia viva no ânus
Um morador da província de Guangdong (na China) foi parar ao hospital após inserir no ânus uma enguia viva! De acordo com o “Sun“, o sujeito decidiu realizar a experiência após ver uma cena semelhante em um filme pornográfico.
A enguia entrou pelo recto, perfurou o intestino grosso e alojou-se numa cavidade entre a pele e o tubo digestivo.
Para a retirada da enguia de 47 centímetros, os médicos realizaram uma longa cirurgia, que demorou quase toda a noite.
A enguia acabou por morrer. Já o chinês está a recuperar, mas deverá ser acusado de crueldade contra animal.
terça-feira, abril 09, 2013
Modelo exige contrato pré-nupcial garantindo sexo 3 vezes por semana
A modelo Joanna Krupa, polaca, de 33 anos, terá exigido um contrato pré-nupcial ao seu futuro marido. Ela quer que o seu namorado, Romain Zago, assine um acordo pré-nupcial onde garante que irá fazer, com ela, sexo três vezes por semana, pelo menos.
O caso foi revelado pelo próprio namorado. Zago disse que Joanna é uma máquina de fazer sexo e tem um desejo enorme. “Ela quer que o nosso contrato pré-nupcial tenha uma cláusula afirmando que faremos sexo três vezes por semana”, contou Zago.
Zago (que é proprietário de uma discoteca) e Krupa estão juntos há 6 anos e o próprio admite que ” não vou mentir e dizer que temos sexo todos os dias.
Eu trabalho muito, ela trabalha muito, ela está sempre a viajar”. Adianta ainda: ”Não há casal que tem uma vida sexual perfeita depois de tantos anos”
Tabacaria
"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.
Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu. "
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
segunda-feira, abril 08, 2013
Biografia
"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus"
Fernando Pessoa/Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; escrito entre 1913-15; publicado em Atena nº 5 de Fevereiro de 1925.
Homem parado por excesso de velocidade disse que transportava o Diabo
A polícia de Trinity (Texas, EUA) prendeu um homem após ele ser apanhado a conduzir de forma perigosa e ter tentado fugir em alta velocidade – ele chegou a quase 150km/h.
Norman Damon Foley, de 36 anos, deu uma explicação bizarra para o seu comportamento: ele estava a levar o Diabo preso nos galhos de uma árvore que transportava na carroçaria da Pick-Up. Mais: ele ia queimar o Dito Cujo.
O condutor foi submetido a teste de álcool, que deu negativo, de acordo com a emissora KTRE.
domingo, abril 07, 2013
Universitários criam sutiã com GPS para evitar violações na Índia
Três estudantes universitários de engenharia da cidade de Chennai
criaram um sutiã especial para evitar violações na Índia – um problema
que se alastra pelo país e desafia as autoridades.
O sutiã, chamado de SHE, vem equipado com GPS e é capaz de emitir alerta para os pais da vítima e para polícia. Além disso, o aparato dá choques elétricos.
“Os choques podem ser emitidos até 82 vezes. O aparelho liberta as
mulheres que enfrentam problemas em autocarros e locais públicos”, disse
Manisha Mohan, uma das criadoras do sutiã, em material de divulgação
publicado na internet.
A engenhoca anti-violação deverá ser produzida em escala industrial a partir deste mês.
Empresa lança preservativos com sabor a bacon
A empresa JD Foods, de Seattle (EUA), lançou um produto realmente insólito: um preservativo com sabor a bacon!
E, como bacon é parte importante do cardápio de grande parte dos
americanos, como Homer Simpson, a novidade contraceptiva deve fazer
bastante sucesso.
O látex tem sabor de bacon e ainda vem acompanhado de lubrificante…
com sabor a bacon. É muito bacon! A empresa fez questão de salientar que
realizou testes que demonstram a segurança do produto.
Segundo a empresa, o preservativo é uma excelente opção para “quem sempre quis levar ainda mais bacon para a cama”.
Mas não pense que esta empresa apenas produz preservativos com sabor a
bacon. Pois a JD Foods comercializa com sabor a bacon: batom, óleo para
massagem e papinha de criança.
SENTIDO DA VIDA
Temos de encontrar em nós um qualquer mecanismo que nos permita superar, dar um qualquer sentido para a vida.
Não
vamos ser felizes porque ninguém é; não vamos ver ser as mulheres realizadas do mundo
porque nenhuma o é; não vamos encontrar um grande amor, porque os
grandes amores são fugazes e, passado algum tempo, já não são grandes
amores.
Temos de aprender a conviver com a nossa insatisfação permanente, torná-la parte de nós, integrá-la na nossa existência, como se fosse uma filha rebelde que faz parte de nós, que nos causa sofrimento, mas é nossa filha e, portanto, não a podemos mandar embora.
Temos de aprender a conviver com a nossa insatisfação permanente, torná-la parte de nós, integrá-la na nossa existência, como se fosse uma filha rebelde que faz parte de nós, que nos causa sofrimento, mas é nossa filha e, portanto, não a podemos mandar embora.
Vivemos, bem sei, felicidades falsas e efémeras, andei por paraísos artificiais e agora experimentei uma dupla solidão e o
reencontro de mim comigo, não é fácil nem seria esperável que o fosse.
Sinto-me sozinha!
"Tenho algumas pedras , mas não consigo recomeçar a contruir o castelo!". Peguemos
numa única pedra, só numa, e coloca-la num ponto qualquer, sem deixar
que ela caia e, depois, dessa pequena vitória, pega noutra.
Significado de Sejo in Dicionário Informal
Sejo:
É um cheiro com um beijo gostoso que meu be saudade me dá.
Variações: sejo no peito ou na raça ou no coração.
Variações: sejo no peito ou na raça ou no coração.
Eu dou um sejo no meu be
domingo, março 10, 2013
Sérvio mora dentro de túmulo num cemitério há 15 anos
Bratislav Stojanovic vive literalmente entre os mortos. Aos 42 anos,
ele mora há mais de 15 num túmulo vazio no cemitério de Nis (Sérvia).
O sérvio fez da tumba húmida o seu lar. Para ele, a experiência é confortante.
“É calmo aqui. Não tenho medo dos mortos, eles não me podem ferir. Os vivos, podem”, disse ele, segundo o site “IOL News”.
Na “casa”, Bratislav mantém um colchão e alguns cobertores – úteis
especialmente em dias como estes, de inverno rigoroso. O sérvio também
guarda garrafas e velas retiradas de outros jazigos.
O cemitério está fechado desde meados dos anos 70, quando a autarquia abriu um novo nos arredores de Nis.
“Dificilmente alguém vem aqui. Estou completamente sozinho”, disse.
No início dos anos 90, Bratislav perdeu o emprego na construção
civil, não quis mais morar com o pai e foi parar nas ruas após o
conflito étnico que varreu do mapa a Jugoslávia.
A autarquia chegou a oferecer a Bratislav um lugar numa residência para sem-abrigo, mas ele recusa-se a deixar o túmulo.
Campanha eleitoral na Espanha associa voto a orgasmo
A campanha eleitoral para a eleição do Parlamento da Catalunha, que
se realiza a 28 de novembro está a causar a indignação de algumas
pessoas e de alguns partidos políticos locais. O motivo é um vídeo de
apelo ao voto sobretudo dirigido ao eleitorado mais jovem e que usa
cenas de uma mulher aparentando ter um orgasmo ao inserir o voto na urna.
Um partido político local classificou o spot comercial de “imundície” e acusou-o de “atacar a dignidade das mulheres”.
A estratégia foi adoptada como uma forma bem humorada de justificar o slogan do partido: “votar é um prazer”.
Brasil: ladrão depara-se com orgia, e é convidado a participar nela
Há ladrões com sorte. Pelo menos deve ser o que o pedreiro José Pedro Alves, de 29 anos, pensa. Tudo se passou em Carambei, Paraná, Brasil. José, o ladrão, cortou os fios da cerca elétrica e saltou o muro com o objetivo de assaltar uma casa.
Ao chegar próximo da sala ouviu alguns gemidos ofegantes e
deparou-se, logo na sala, com dois casais em plena orgia. Apesar da
presença do ladrão os casais, entusiasmados, continuaram a orgia.
A.P.L. de 34 anos e a companheira C.S.O. de 31 anos, contaram à
polícia, em depoimento, que confundiram o ladrão com um amigo que estava
convidado para a festa. “Ele estava a usar um gorro tipo ninja e achei
que fosse alguma fantasia do tal amigo que havíamos convidado. Assim que
o vimos na sala foi convidado a participar e ele ficou ainda uns 30
minutos com a gente”, contou Rubens, um dos participantes da orgia.
Mulher é devorada por leoa enquanto fazia sexo atrás de uma moita
Uma mulher foi devorada por uma leoa enquanto fazia sexo atrás de uma moita nos arredores da cidade de Kariba, no Zimbábue.
Sharai Mawera estava no mato com um homem quando a fera atacou. Ele
conseguiu escapar, mas Mawera não teve a mesma sorte. “Ela foi atacada
pela leoa e morreu com ferimentos graves no pescoço e na barriga. Ele
escapou nu”, contou um amigo da mulher ao site My Zimbabwe. Ele não
soube dizer quem seria o homem com quem ela estava. De acordo com o
site, os moradores da cidade agora temem também sofrer ataques de
predadores.
Vídeo: “Harlem Shake” em mina leva empresa a despedir 15 mineiros na Austrália
Quem poderia imaginar que o “Harlem Shake” era motivo para despedimento? Na Austrália, 15 funcionários foram despedidos por uma empresa de exploração mineira por dançarem no subsolo. Nos EUA, continua a decorrer um inquérito devido a um “Harlem Shake” num avião.
O “Harlem Shake”, a moda do momento, custou o emprego a 15 mineiros,
na Austrália. Um grupo de funcionários da Barminco, uma empresa de
exploração mineira subcontratada pela Gold Fields (África do Sul),
dançou no subsolo, durante um turno noturno na mina Agnew e gravou o
momento.
Ao tomar conhecimento do vídeo, a Barminco enviou cartas de
despedimentos aos ‘dançarinos’, argumentando que o grupo “quebrou os
valores de segurança, integridade e excelência”.
A Gold Fields, proprietária da mina, já fez saber que a decisão
partiu unicamente da empresa australiana. “A exploração mineira
subterrânea tem normas de segurança, uma vez que ocorrem acidentes e
fatalidades. A administração da Barminco considerou isto uma quebra das
normas”, justificou Sven Lunsche, porta-voz dos sul-africanos.
Os mineiros já ‘responderam’, através de uma página no Facebook,
alegando que o despedimento é ilegal, pois todos os envolvidos cumpriram
as normas de segurança: usaram o capacete durante a dança.
Este é o segundo caso em que o “Harlem Shake”, que começa com uma
pessoa a dançar enquanto é ignorada pelas restantes, que a dado momento
juntam-se com movimentos frenéticos, se torna notícia por alegados
motivos relacionados com a segurança. É, porém, o primeiro a ficar
concluído, com o anúncio do despedimento coletivo.
Nos EUA, prossegue o inquérito sobre a realização da mesma
coreografia durante um voo da companhia Frontier Airlines, por parte de
um grupo de estudantes. A empresa já se defendeu, alegando que o “Harlem
Shake” ocorreu depois dos sinais para apertar os cintos de segurança se
terem apagado.
Pessoas pessimistas são mais saudáveis
Segundo uma pesquisa da Universidade de Erlangen-Nuremberg, na
Alemanha, as pessoas que têm uma visão pessimista do futuro vivem mais
do que os otimistas inveterados.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores entrevistaram 40 mil
pessoas entre os anos de 1993 a 2003. Cada voluntário contou como
imaginava a vida 5 anos depois – se seria ou não feliz. Passados exatos 5
anos, os pesquisadores voltaram para conferir se eles tinham acertado
as previsões. Quem havia apostado num futuro mais feliz levou a pior: o
risco de ter alguma doença ou morrer era 10% maior entre os otimistas.
É que o pessimismo deixou as pessoas mais alertas e preocupadas. Aí
elas cuidaram melhor da saúde, fizeram mais exercícios físicos. E isso
não quer dizem que levaram uma vida sem graça ou se entregaram à espera
do pior. “Eles provavelmente sairam beneficiados por aproveitar o
presente, o que está aqui agora, e ainda investem mais em saúde”, diz
Frieder Lang, autor da pesquisa. Afinal, se o futuro vai ser pior, é
melhor aproveitar o dia de hoje.
Citação da Bíblia em papel higiénico gera protestos na Escandinávia
Uma fabricante de papel higiénico finlandesa teve que se apressar a
tentar limpar a sua imagem após os líderes cristãos noruegueses
protestarem contra a inclusão de passagens da Bíblia nos rolinhos da
marca Lambi. A ideia do pessoal do marketing da empresa era imprimir
mensagens de amor no papel higiénico, para que as pessoas
tivessem momentos inspiradores na casa de banho, mas uma frase atribuída
a Jesus Cristo foi inadvertidamente selecionada: “Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.”
A inclusão do versículo, que pertence ao Evangelho Segundo São
Mateus, foi um equívoco, de acordo com a porta-voz da empresa Metsa
Tissue. “As pessoas gostam de ler textos curtos e felizes quando vão à
casa de banho. A nossa intenção era espalhar amor e alegria, não
mensagens religiosas”, disse a porta-voz. A explicação não convenceu o
bispo de Tunsberg, na Noruega. “Isso é de mau gosto e mostra falta de
respeito”, queixou-se. A empresa retirou a citação bíblica do
papel higiénico.
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
LISBON OLD TOWN HOSTAL
Aberto desde Novembro de 2007, o Lisbon Old Town Hostel possui 10 quartos e 58 camas e está situado junto à Igreja do Chagas e do Elevador da Bica, num edifício pombalino construído em 1820, no qualesteve sediado o Consulado Britânico durante a II Guerra Mundial.
Originalmente construído para tornar-se residência oficial do embaixador suíço no início do século XVIII o palácio deste período, passou a ser hostel!
Fugida de casa no Intendente, numa manhã de chuva, apenas com uma mochila e
o meu portátil, descobri o Hostal mais barato da cidade.
Cheguei encharcada como um pinto, nervosa e medrosa, com o objetivo de
sentir-me o mais protegida possível. Efectuei a reserva na Farmácia Silva
Pinto, onde trabalha a minha amiga Sónia, esclarecendo que estava a ser vítima
de violência doméstica e ameaçada de morte pelo meu inquilino, que para além de
ser dealer, não pagava o aluguel do quarto, nem as contas devidas.
Naquela Quinta-Feira dormi como não dormia há dois meses.
Na sexta-Feira comprei uma garrafa de moscatel, que bebi quase até ao final,
na varandinha do Hostal.
Pouco tempo passou e conheci o Mad Men, que se encontrava igualmente
hospedado no Hostal. Depressa nos tornamos "amigos", enquanto fumávamos
na dita varanda.
Pelo o Hostal, passeava-se um dito Alexandre, que afirmava ás quatros
paredes, que estava a estudava para ser cozinheiro em Oeiras. Não tinha dentes,
cozinhava mal, era bastante desagradável e tinha a mania de engatar, da pior
forma possível, todas as raparigas que estavam no Hostal.
Certo dia, imediatamente ao primeiro fim de semana, uma suíça, cujo nome não
me recordo, pediu-me para estar presente na sala de jantar enquanto comiam com
o dito "engatador sem dentes".Mad Men estava como sempre a costurar o
seu casaco preto, enquanto eu apreciava o "teatro" gratuito.
Estou há mais de dois meses, conheci muita gente (fresh
meat, como costumo dizer quando chega alguém novo. Aliás, estou hospedada há tanto
tempo , que os que chegam ao Hostal
pensam que trabalho aqui (suponho que sentem que estou muito familiarizada com
o espaço e com o staff).
Passei aqui a passagem de ano, o meu aniversário e o
carnaval, e se me tivessem deixado, teria passado aqui o Natal.
Conheci aqui a Kristina, uma alemã de origem romena ( que rapidamente nos tornamos amigas), conheci o Chris alemão, que numa mais deu sinais de vida, dois Franceses, que me salvaram a vida na mudança das minhas quinquelhisses (que enchiam um carro), e o Senhor Zé, que fez o grande favor, apesar de estar um pouco aborrecido, porque era muita coisa).
Há dois dias, apareceu aí um maluco alemão, que se passeou por aí de manta ( que fazia lembrar a farpela de cristo) e com um gorro posto, dizendo que assim absorvia melhor o calor no cérebro.
Com o pessoal que trabalha no Hostal “ganhei “uma nova família. A Ina é fantástica que tem muita piada e é boa amiga. A sara é uma querida e também boa amiga. O Chris é também boa pessoa e muito responsável. A Agné é simpática. A Vanessa e a Nilza são muito compreensivas. O João e o Senhor José são inacreditáveis.
terça-feira, fevereiro 26, 2013
OS AMIGOS DA SEVERA
Certo dia, o dono desta típica tasca, na Rua do Capelão - Mouraria em
Lisboa, em frente à casa onde cresceu e viveu a fadista Severa,
debateu-se com dois clientes já bastante bẽbados. que perguntavam se as
follas de parra que decoravam o balcão era marijuana.
Pois o dito Senhor confirmou e um dos destes clientes enrolou o
"produto" e fez um "charro". desta feita, ocorreu ao companheiro roubaro suposto "charro" como um "chico esperto", meteu.o no bolso e dirigiu-se a casa.
No dia seguinte, enquanto este dormia, a muller resolveu procurar algum dinheiro. no bolso das calças do marido e deparou com o suposto "charro", imediatamente começou a chamar-lhe drogado, quando afinal era um cigarro feito de folhas secas de parras.
Constato que é necessaŕio ser um ladrão mais inteligente.
Maria Severa Onofriana (Lisboa, 1820 — Lisboa, 30 de Novembro de 1846) foi uma cantora portuguesa de fado, considerada a mítica fundadora do fado, caracterizada pelos seus fados lisboetas. A Severa nasceu em Lisboa, no Bairro da Mouraria, em 1820. Era filha de Severo Manuel e Ana Gertrudes. A sua mãe era proprietária de uma taberna e tinha por alcunha "A Barbuda", devido à barba que tinha na cara. A Severa era uma prostituta
alta e graciosa, que cantava o fado (especialmente numa taberna da Rua
do Capelão). Teve vários amantes conhecidos, entre eles o Conde de Vimioso (Dom Francisco de Paula Portugal e Castro) que, segundo a lenda, era enfeitiçado pela forma como cantava e tocava guitarra, levando-a frequentemente à tourada.
Morreu de tuberculose a 30 de Novembro de 1846 na rua do Capelão, na Mouraria, em Lisboa, tendo sido sepultada no cemitério do Alto de S. João numa vala comum.
A sua fama ficou a dever-se em grande parte a Júlio Dantas
cuja novela "A Severa" viria a originar uma peça levada à cena em 1901,
bem como ao primeiro filme sonoro português realizado por Leitão de Barros em 1931. No filme Fados do realizador espanhol Carlos Saura ela é representada pela fadista Cuca Roseta.),
Pegámos na definição lata da expressão que actua como tema a ser
incorporado no trabalho como a propriedade pública ou antes, o colectivo
público. Foi Maria Severa, reza a lenda, que trouxe o fado às ruas, e é
aqui que decidimos pegar para o nosso trabalho. Severa, do qual não
existe nenhum registo de voz, diz-se ter sido a primeira pessoa a cantar
os fados na rua e a elevar os seus problemas representando o povo, e a
razão pela qual o fado se propagou até ao nível de entidade nacional que
hoje é.A cena retratada procura ser uma recriação de um quadro de
Malhoa, o quadro da Severa e num plano procurámos recriá-lo num registo
mais contemporâneo, a ponto de suscitar um exercício de rememoração no
espectador.
domingo, fevereiro 24, 2013
Cientistas afirmam que flatulência durante vôos tem efeitos positivos
Um grupo de médicos encontrou a resposta para um dilema que incomoda os passageiros aéreos desde que o avião foi inventado: soltar gases durante o voo.
O resultado foi uma profunda revisão da literatura científica sobre flatulência, olhando para questões sobre o por que os gases das mulheres têm cheiro pior que os dos homens (sim), o que causa o odor (enxofre) e qual é a média diária de gases eliminada por uma pessoa (10).
O principal, segundo o estudo publicado na Nova Zelândia, é que os passageiros deveriam ignorar o constrangimento e “libertarem-se sem problemas”.
“Segurar gases significa incovenientes para o indivíduo, como desconforto e até dor, inchaço e dispepsia (indigestão), só para listar alguns sintomas abdominais”, revelou o estudo.
“Além disso,os problemas causados pela concentração para manter o controlo pode resultar em subsequente stress”.
Por outro lado, os pesquisadores disseram que a tripulação enfrenta uma situação de perda total. ”Se o piloto segura os gases, todas as consequências previamente mencionadas, incluindo problemas de concentração, podem afetar as suas habilidades para conduzir o avião”, disseram os pesquisadores. ”Contudo, se ele soltar os gases, o seu copiloto será afetado pelo odor, o que também reduz a segurança no voo”.
Eles notaram, contudo, que o tecido que cobre os assentos da classe económica absorve cerca de 50% dos odores porque são permeáveis ao gás, ao contrário dos assentos de pele da primeira classe.
Os cientistas sugeriram que as companhias aéreas melhorem essas propriedades de absorção dos odores nos assentos e ofereçam cobertores e calças para que os passageiros possam minimizar os efeitos da flatulência nas alturas.
“Nós propomos humildemente que carvão ativado, seja colocado nos assentos, já que é um material capaz de neutralizar o odor”, disseram.
“Além disso, o carvão ativado pode ser usado em calças e cobertores para potencializar o efeito”.
Gemidos altos melhoram a experiência sexual, diz pesquisa
Nove em cada dez mulheres que gemem alto e gritam na cama fazem isso por achar que melhora o sexo, segundo uma pesquisa. Um esmagador índice de 92% de mulheres entrevistadas por pesquisadores da Universidade de Leeds acredita que ser “escandalosa” na cama impulsiona a autoestima do parceiro.
Os homens consultados também acharam mais fácil chegar ao clímax se a parceira gemer e for ofegante na cama. E 87% das mulheres dizem que gemem exatamente para ter esse efeito nos homens. Elas também disseram que sentem mais prazer se sabem que o parceiro está mais empolgado.
Outra pesquisa, realizada por 1171 pessoas pela loja de brinquedos eróticos Lovehoney.co.uk, constatou que as mulheres são mais barulhentas na cama que os homens. Nove em cada dez admitiram fazer mais barulho que o parceiro e sete em cada dez homens concordaram.
A especialista sexual Tracey Cox disse ao The Sun que algumas mulheres podem sentir-se pressionadas a fazer mais barulho para “mostrar” ao parceiro que estão a divertir-se. Aliás, segundo ela, não há nenhuma evidência científica que as mulheres sejam mais “escandalosas” que os homens no sexo.
Os homens consultados também acharam mais fácil chegar ao clímax se a parceira gemer e for ofegante na cama. E 87% das mulheres dizem que gemem exatamente para ter esse efeito nos homens. Elas também disseram que sentem mais prazer se sabem que o parceiro está mais empolgado.
Outra pesquisa, realizada por 1171 pessoas pela loja de brinquedos eróticos Lovehoney.co.uk, constatou que as mulheres são mais barulhentas na cama que os homens. Nove em cada dez admitiram fazer mais barulho que o parceiro e sete em cada dez homens concordaram.
La pintada Ibérica
"La noche del viernes 20
de Agosto de 2004 era mi despedida de mis amigos pues el domingo siguiente
partiría para Lisboa en el inicio de mi periplo Erasmus. Unos días antes me
había caído en la piscina y tenía la cadera hecha pedazos. Nos reunimos en casa
de Dani Alex, Dani, Sara, Bea y yo, a tajarnos como hacíamos siempre. Lo que
solíamos beber era whisky con coca-cola. Mientras bebíamos nos pusimos a jugar
al trivial. Ibamos Alex y yo contra Dani, Bea y Sara.
La borrachera iba
haciendo su efecto y provocaba que Alex y yo falláramos más de lo debido. Así
que finalmente Bea, Dani y Sara nos ganaron la partida. Nos dispusimos a salir,
Alex y yo íbamos más borrachos que una cuba. El destino era un garito de
Huertas, en el centro de Madrid.
Nos tomamos unas cuantas
copas más y la borrachera ya era de escándalo. En un corro con otros tíos Alex
empezó a hablar en voz alta, delante de las chicas:
- Esta tía que veis aquí
es una zorra, me la follo cuando quiero. Mira qué guarra que es, la muy puta -
refiriéndose a Bea.
- Alex tío, cálmate - le
dije, a pesar de mi estado etílico.
- Pero mira qué zorra
es, qué puta.
Estábamos en la planta
baja del garito y Alex se subió a la de arriba a darse una vuelta. Cuando bajó
se cayó por las escaleras y se clavó la barandilla en el estómago.
Ensangrentado y con los ojos encendidos se dirigió a nosotros.
- Puta mierda.
- Joder Alex, macho, ten
cuidado - le comenté.
- Que te jodan.
Yo siempre he sido muy
sensible a lo que acontece a mi alrededor. Y debido al alcohol en aquellos
momentos no tenía una percepción correcta de la realidad. Entonces sucedió algo
extraño. Era como si se me hubiese cruzado la personalidad con Alex. A partir
de ahí empecé a comportarme como él y también me puse a hacer el chorra. Me
coloqué delante de la barra y alargando el brazo por uno de los lados intentaba
robar cualquier cosa. Iba borracho perdido. Entonces ocurrió que la camarera de
detrás de la barra me vio y mi respuesta fue un movimiento brusco con el brazo
para sacarlo de ahí. Entonces me golpeé con la esquina de la barra, sonó
"crack!" y me había roto la clavícula. Aunque en aquel momento pensé
que sería un golpe sin importancia, la realidad es que sí la tenía. Entonces
las pocas luces que me quedaban me hicieron salir del local y pedirme un taxi
de vuelta a casa.
A la llegada a casa
intenté colocar mi brazo en una posición lo menos mala posible para poder
dormir, pensando que al día siguiente se me pasaría el dolor. Pero no fue así.
Al día siguiente me dolía incluso más. Pero no iba a sacrificar mi viaje
Erasmus por una tontería así, pensé.
El día siguiente lo pasé
en cama. Estaba hecho un cuadro, con la clavícula rota y la cadera hecha
trozos. Pero necesitaba escapar de ese lugar, pensé, una vez más
equivocadamente. No podía renunciar a mi periplo Erasmus. Con sólo salir de mi
hogar ya se arreglarán los problemas, era lo que creía. Pero los problemas no
iban más que a comenzar.
El domingo señalado, 22
de Agosto de 2004, salía mi autobús de Madrid a Lisboa. Era mi libertad, por
fin, después de 21 años iba a poder experimentar la vida por mí mismo. Dormí
poco en el viaje, debido en gran parte al dolor que sentía en el brazo. Me
sentía el dueño del mundo. Llegué a Lisboa muy pronto por la mañana, aún no
habían abierto el metro. Estaba sólo, con la clavícula rota y con la mochila de
peregrino a las espaldas machacándome mi maltrecha clavícula. Era una situación
extrema. Sin embargo, mi experiencia como peregrino me hizo avanzar sin mirar
atrás. Fue así cómo después de mucho sufrimiento conseguí llegar a la Universidad.
No había ni un alma. Debían ser las 8 de la mañana y lo único que veía era a la
gente de seguridad. Estuve esperando, durmiendo sobre mi mochila, a la
intemperie a que se fuese animando la gente. Por fin encontré el lugar
señalado, el edificio de ciencias, para mi encuentro con la coordinadora
Erasmus. Como no sabía qué hacer, saqué mi libreta de mi mochila y empecé a
copiar teléfonos de posibles pisos en los que podría albergarme. Después de un
rato, llegó Ana Paula, la coordinadora, y me reconoció al instante.
Me miró de arriba abajo
y dedujo que yo era un estudiante Erasmus. Me llevó a su despacho y estuvimos
charlando un rato. Me contó dónde impartían los cursos de portugués a los que
quería apuntarme y allí fui. Me apunté al curso gratis de portugués que daban a
los estudiantes Erasmus. A mi regreso encontré con Ana Paula a Kathrine y Unai,
dos estudiantes Erasmus como yo que también venían al curso de portugués.
Después de presentarnos
nos dirigimos a la oficina de gestión de las residencias universitarias. Ellos
dos tenían plaza en una de las residencias, pero yo no porque hice los trámites
de mi beca en el último momento. Esto me jodió bastante. Pero no podía hacer
otra cosa. Desde Madrid me había reservado por internet una cama en la Pousada
da Juventude de Lisboa y allí tendría que dirigirme después de asistir al curso
de portugués. Kathrine, con toda la dedicación, me explicó dónde se encontraba
dicho albergue. Ellos llevaban en Lisboa desde el domingo, al menos, y ya se
habían movido un poco por la ciudad.
Resulta que cuando
reservé por seis días el albergue estaba ya jodido de la cabeza. Pensé que
tenía que enviar los datos de la Visa y me equivoqué y les envié los datos de
la tarjeta de débito. Entonces les mandé otro mail con los datos de la Visa.
Así pues, las personas al mando del albergue tenían los datos de mis dos
tarjetas. Esto me provocó una preocupación añadida que más adelante explicaré.
Kathrine se fue a la
ciudad a sacar sus cosas del albergue y llevarlas a la residencia. Unai y yo
asistimos a la primera clase de portugués. Yo estaba realmente reventado. Pero
estaba curtido en esas lides. Mi experiencia como alcóholico me proporcionaba
un aguante sobrenatural.
Así pasamos la mañana.
Por la tarde llegaron a la clase Kathrine y Andre, otro chico alemán.
Aún faltaba por llegar
Alfonso, otro estudiante de Madrid. Al acabar las clases nos separamos y yo fui
a recoger mis macutos para dirigirme al albergue donde iba a residir en los
siguientes seis días. 6: el número del demonio. Cuando llegué al albergue
estaba a punto de sucumbir. Entonces vi una gran cola a la puerta. Resulta que
hasta las 4 no abrían. Esperé un tiempo y por fin pudimos entrar. Cuando llegué
al mostrador me preguntaron si había hecho la reserva, les dije que sí pero no
me hicieron firmar ningún papel. Me resultó extraño. Pero estaba demasiado
cansado como para preguntar. Lo único que deseaba era llegar a mi cama y
esperar que mi brazo dejase de dolerme. Llegué a la habitación y elegí cama
pues no había nadie más. Esto también me resultó extraño pues en la habitación
había 6 literas y una cama normal. Se supone que las habitaciones como mucho
podían albergar a 6 personas. Otra vez el 6. Entonces ¿por qué había allí una
cama extra? El dolor de mi brazo no me permitía pensar con claridad. Y sobre
todo, me jodía que en la residencia hubiese una cama libre debido a que Alfonso
no había venido aún.
En el albergue conocí a
mucha gente. Viajeros de todo el mundo, de Holanda, de Brasil. Todos ellos con
mucha pasta en el bolsillo. Yo les contaba que estaba allí comenzando mi
periplo Erasmus. Los días transcurrieron sin mucho cambio. De 11 a 4 teníamos
clase de portugués y después yo me dedicaba a llamar a los anuncios de
habitaciones que había recopilado en la universidad. Hasta que al cuarto día no
pude más y fui al hospital a que me miraran el brazo. Las noticias no fueron
muy alentadoras: tenía la clavícula rota. Me vendaron como a una momia. Aún así
yo no estaba por la labor de rendirme, tenía que seguir mi camino. Esa era la
enseñanza que aprendí como peregrino en el camino de Santiago. Al día siguiente
me presenté en el curso con todo el tronco vendado hasta el cuello y todos se
quedaron flipados. Qué hace aquí este yonqui, se preguntarían. Sin embargo, yo
seguía ahí como si nada.
Entonces Alfonso me dijo
que su compañero de habitación se piraba justo la noche antes de que a mí se me
acabara el albergue. Ni corto ni perezoso, decidí acoplarme a la residencia
universitaria en calidad de okupa. Con el brazo en cabestrillo, era una
situación extrema. Pero yo seguía ahí aguantando como un perro. Alfonso
encontró un anuncio de una casa con 5 habitaciones. Era perfecto para los 5,
pensó. Yo no estaba de acuerdo pues mi intención era impregnarme de cultura
portuguesa, no de meterme en la burbuja Erasmus, pues pensaba que eso sería
desperdiciar mi viaje. Además no me gustaban mis compañeros del curso de
portugués, no estaba muy convencido de que una convivencia con ellos pudiese
salir bien. Debido a este razonamiento, le dije a Alfonso que de momento yo
decía no al piso que iban a alquilarse.
Pero las cosas no iban a
suceder tan fácilmente. Resulta que debido a mi llamativo vendaje, en la
residencia se pisparon que éramos 5 los que entrábamos y sólo tenían
registrados a 4. Entonces lo primero que hicieron fue quitar las sábanas de una
de las camas de la habitación que compartíamos Alfonso y yo. No hay problema,
cogimos las sábanas de otra cama de la habitación que compartían Unai y André.
Al día siguiente se asomó la encargada de la residencia a nuestra habitación.
Estaba yo solo.
- ¿Cuantos estais en
esta habitación?
- Dos - contesté sin
ningún tipo de miramiento.
Entonces, cuando nos
fuimos al curso, nos sacaron una cama de la habitación de Alfonso y mía. Ya era
exagerado. Era la última noche que pasaríamos en la residencia, ya que estos al
día siguiente se mudarían al piso que se habían alquilado. Esa noche dormí en
el cuarto de Kathrine. Yo tenía más o menos apalabrada una habitación en un
piso cerca de aquel en el que acabarían viviendo mis cuatro compañeros.
Entonces sucedió algo. Ana Paula me ofreció una plaza en una de las residencias
de la universidad. Pero volví a cagarla ya que aposté que todo saldría bien con
la habitación que tenía apalabrada. Y no fué así.
Resulta que la dueña del
piso con la que apalabré la habitación me pedía los 300 euros que costaban los
dos primeros meses para el día siguiente. Con las tarjetas de mierda que me dio
mi padre no conseguí sacar más que 190. No tenía más pasta. Para más inri, jodí
una de mis tarjetas al meter la contraseña mal 3 veces seguidas. Estaba
realmente jodido. Y sobre todo, me extrañaba que no me dejara sacar pasta el
cajero. Mi mente comenzó a maquinar que posiblemente los del albergue habían
podido tomar mis datos para hacer compras por internet. Todo esto después de
haber dicho que no a una plaza en una residencia. Se me vino el mundo encima.
Entonces lo que decidí, después de que la dueña del piso me dijera que no podía
quedarme alli, fue llevar todos mis macutos al piso de los otros Erasmus,
creyendo que no habría problema en que me quedase viviendo allí. Pensé que se
alegrarían de encontrar al 5º ocupante. Los españoles sí que se alegraron. Pero
no sucedió así con los alemanes. Dijeron que no, que no me podía quedar con
ellos de forma definitiva. Que me quedase una semana de prueba y después
decidirían. Por su puesto, me sentí como una mierda. Pero me lo había ganado a
pulso después de tantos despropósitos.
Entonces me dije, sólo
tengo que esperar y dejar que pase el tiempo. El resto de estudiantes Erasmus
llegaría en pocos días y seguro que en ellos encontraría a alguien más afín a
mi personalidad. Pero la presión acumulada iba surtiendo su efecto. La convivencia
en el piso con los alemanes y los españoles se hizo horrible. Estaba allí como
invitado, sin derechos. Una puta mierda vamos. Resulta que habían pedido a Ana
Paula que buscase un 5º pasajero que no fuese ni español ni alemán. Me bajé con
Unai varias veces a Lisboa. De los 4 era con quien mejor me llevaba, junto con
André. Y así fueron pasando los días, hasta que llegó la fecha señalada como
presentación Erasmus. Yo había vuelto al hospital y me habían quitado el
vendaje. Ya estaba más presentable. Entonces conocí a Macarena, una chica de
Granada que tiene un papel importante en este episodio.
Los días siguientes me
desviví por todos mis compañeros Erasmus, ayudándoles a encontrar piso,
ayudándoles en cualquier cosa. Yo no tenía piso aún, pero preocuparme por mí
mismo era lo último que iba a hacer. Me recorrí Lisboa de arriba a abajo, mis
compañeros se cachondeaban de mí diciendo que iba a montar una agencia
inmobiliaria. La vida era agradable en esos días, yo ya me iba encontrando
mejor y conectaba bastante bien con las tías Erasmus. Sobre todo me centré en
las tías. Un día salimos Alfonso, Macarena y yo y me tajé a muerte. Me gustaba
Macarena. Pero una vez más el alcohol fue mi perdición. Los días pasaban y
llegamos a la fecha marcada como final de mi estancia en el piso de los
alemanes y españoles.
Entonces ocurrió que mis
compañeros de piso me ofrecieron quedarme con ellos. Y yo les dije que sí. Pero
ya había hablado del tema con Macarena y fue ella la que me aconsejó que lo
dejase. Sin tener aún piso, tuve los cojones de decir que no. Aquella noche
salieron todos los Erasmus, pero yo no salí porque no me quedaba más pasta.
Tenía que volver a Madrid para coger todas mis cosas y mudarme definitivamente.
Entonces les dejé una carta a Unai, Andre, Kathrine y Alfonso que escribí, al
lado de 100 euros por los 12 días que había pasado con ellos. La carta decía
resumidamente más o menos esto, en un inglés muy correcto:
"Es difícil para mí
escribir en esta lengua, pues viene de un lugar demasiado alejado de donde yo
procedo. Pero he pensado que era lo mejor, para que todos pudieseis entenderme.
La convivencia se ha hecho muy dura en estos días y esto me ha llevado a
decidir no quedarme con vosotros. Creo que os equivocáis con lo de no aceptar
ningún español o alemán. Cada persona es única y os estáis perdiendo mucho
limitando la llegada de personas de estos países. ¿Queréis que os diga de dónde
vengo yo? Puede que en mi carnet de identidad ponga que soy español, pero
realmente vengo de ninguna parte."
Me fui a acostar y a la
mañana siguiente me encontré un cuadro que no veas. André y Unai estaban
llorando en la cocina. Se habían llevado un susto de muerte. Se creían que me
había ido a la puta calle. Macarena aquella noche se enrolló con Alfonso y
durmieron juntos. Me jodió. Hablé con André y le dije que se fuera a dormir;
que no pasaba nada, que sólo quería expresarles mis sentimientos, para que
entendieran por qué había decidido no quedarme allí. Lo entendieron.
Resulta que después de
todo este episodio mi mente maníaca empezó a dar vueltas de forma imparable.
Había pasado demasiada presión. Un país nuevo. Gente nueva. Mi clavícula rota.
Una convivencia extrema. Demasiado para mi joven mente. Macarena estaba
hospedada en el piso de unos gays hasta que encontrase otro piso en el que
quedarse definitivamente. Entonces conocí a Josep, otro estudiante Erasmus de
Barcelona que también estaba residiendo allí y llevaba ya 2 meses en Lisboa
trabajando en una empresa.
Josep tenía apalabrado
un piso cerca del Bairro Alto, que es una zona céntrica de Lisboa. Macarena y
yo quedamos con él y fuimos a verlo. Resulta que sólo podían entrar en el piso
2 más. Entonces dije: "Ellos van antes", refiriéndome a Macarena y
Josep. En mi mente estaba la idea de ocupar la habitación de Josep en el piso
de los gays cuando este se mudase. Como el Quijote, quería deshacer tuertos.
Así se lo dije a Josep: "Cuando te vayas a mudar dile a tu casero que voy
yo, así quedas de puta madre".
El lugar en el que
estaban residiendo Josep y Macarena hasta ese momento era un sexto piso sin
ascensor. Era un piso totalmente bohemio y pensé que sería interesante la
convivencia con gays. Así que apalabré con el dueño de ese piso que a mi
regreso de Madrid me interesaría albergarme allí.
A mi vuelta a España
estaba totalmente necesitado de alcoholizarme. Después de todo lo que me había
pasado sólo tenía ganas de emborracharme para olvidar. Les conté a mis amigos
cómo había pasado esos días en Portugal. Sin embargo, mi forma de actuar era
especial. Estaba en pleno apogeo de mi fase manía. Pensaba que todos los
españoles eran fascistas, sólo por el uso que hacían del lenguaje. Así pues
empecé a llamarles a todos fascistas, a mi padre y a mi hermano, a mis amigos,
a todo el mundo que me encontraba.
Otra de las cosas que
había venido a hacer a Madrid era anular mis tarjetas, que tanto quehacer me
habían causado. Pensaba que me habían robado los del albergue. Las piezas
encajaban. Yo no podía sacar pasta, les había dado los datos de las dos
tarjetas, y los del albergue eran nazis. Antes de volverme a Madrid le dije a
Ana Paula: "La gente del albergue es mala", refiriéndome sobre todo a
su ideología neonazi.
En casa les dije a mis
padres que si querían me quedaba en Madrid, renunciaba a la beca y todo eso. Al
principio me dijeron que cómo iba a dejar la beca. Entonces explotó mi locura.
Les dije las cosas claras, lo mucho que me habían jodido la vida. Me notaron
especialmente tenso. Empecé a insultarles y a llamarles de todo. Tenía
demasiado rencor guardado en mi interior. Entonces me dijeron que no me fuese,
que me quedase en Madrid. Eso era lo que estaba esperando, que se sincerasen
conmigo, que se quitasen el disfraz. Y entonces les dije: "¿Como? Así que
no queréis que me vaya, eh? Dejad de joderme la vida!!!". Lo siguiente que
me dijeron fue ir a consultar a un especialista. Entonces mi respuesta fue:
"Yo no estoy loco!!!". Finalmente me salí con la mía y me dejaron
partir para Portugal. Pero ya estaba demasiado jodido.
Antes de regresar a
Portugal, llamé a Macarena y le dije que me gustaba. Le dije también que mi
vida era una mierda. Otra vez más no supe esperar a que los acontecimientos se
sucedieran como es debido. Mi fracaso con las mujeres era total.
Regresé a Lisboa sólo y
con la cabeza llena de pájaros. Llamé al dueño del piso de los gays y le dije
que si tenía sitio. Me dijo que sí y allí me metí. No había dormido
prácticamente nada en el viaje. Estaba eufórico. Nada más llegar le dije a
Macarena que desde pequeñito toda la gente me había pegado. Naturalmente esto
le hizo alejarse de mí. Cuando las cosas te van bien todo el mundo se te
acerca, pero cuando te van mal eso ya es otra cosa. Entonces entré en depresión
total. No supe aceptar el rechazo de Macarena, aunque la realidad es que ni
siquiera le di tiempo a que me rechazara, fui yo sólo el que asumió su
alejamiento temporal como un rechazo. En el piso de los gays me pasaba las
tardes charlando con mis compañeros de piso, con Alberto, uno de los dueños, un
tío muy majo, y unas chicas francesas.
- Pienso que una de las
razones de que el español no se hable más en todo el mundo es la pronunciación
de la r doble – comenté una de mis originales ideas – en portugués, por
ejemplo, la gente pronuncia la r como le sale de los cojones, unas veces como
en francés, otras como en español.
- Interesante – me
comentó Alberto.
- Y luego los padres que
llevan a los niños que no pronuncian bien la r a los logopedas, como Macarena –
proseguí con mi ideología hiper-crítica con todo lo español. Macarena estudiaba
para logopeda.
Otra cosa que recuerdo
de lo que le comentaba a Alberto es esto:
- Las personas no somos
máquinas, seguimos siendo animales – expuse con mi grandilocuencia
característica.
- Sí, todos cagan, ¿no?
– me apoyó Alberto.
- Y después, ¡se tienen
que limpiar! – Alberto estalló en carcajadas.
Los días siguientes los
pasé bastante mal. Recuerdo a un portugués que me vio en la universidad y me
dijo en correcto castellano: "Espero que todo te vaya bien aquí".
Entonces conocí a Andreu, un amigo de Josep, que había venido a conocer Lisboa.
Le acompañé en sus viajes turísticos y le contaba todo lo que me venía a la
cabeza, que eran muchas cosas. Creía que el fascismo había sido demasiado cruel
con nuestra querida Iberia. Que los verdaderos artistas de nuestra patria
acababan o en la droga o en los psiquiátricos. Yo estaba muy afectado por los
atentados del 11-M en Madrid y pensaba que la península ibérica sigue teniendo
mucha influencia árabe, a pesar de todo. Andreu me escuchaba pacientemente
mientras caminábamos por Lisboa.
Cuando Andreu volvió
para Barcelona me quedé como Don Quijote sin su Sancho Panza. La soledad me
hizo enloquecer. Creía que me querían matar por ser uno de los pocos que había
encontrado la verdad. Como al Ché, a García Lorca o a Victor Jara, antes que
yo. Empecé a creer que yo era como ellos, un luchador por las buenas causas, un
luchador contra el fascismo. Y se me piró la pinza. Lo que decidí fue comprarme
una botella de whisky y dar rienda suelta a mis pensamientos extravagantes. Entré
en un museo y escribí todo lo que tenía dentro de mi alma, que fue agradecer a
todas las personas que había conocido el haberme librado de la locura. Pero
quizás ya era demasiado tarde. Al salir del museo vi a dos personas entrar
portando lo que mis alucinaciones me hicieron creer armas de fuego. Salí de
allí y me dirigí a la parada de taxis más cercana. Al puente del 25 de Abril,
le dije al chofer. Y allí me dejó. Con mi botella de whisky, mi mochila y mis
alucinaciones.
En aquellos momentos
toda mi vida pasaba por delante de mis ojos. Intentaba encontrar una
explicación a mi sufrimiento. Pero sólo encontraba razonamientos extraños. Me
empecé a creer un Mesías e hice una cruz bajo el puente. Me seguí tajando a
muerte. Ya iba ciego perdido cuando me encontré a un tren en frente mío, a
punto de arrollarme. Iba con 3 portugueses que no sé lo que estaban haciendo
allí. Sin embargo, llevaban una furgoneta de lo que podía ser el Samur
portugués. Después del episodio del tren seguí emborrachándome a muerte. Pero ahora
a mis alucinaciones se añadió una manía persecutoria. Seguí caminando y
emborrachándome. Lo poco que recuerdo es ver a unos tíos peleándose en la calle
y un tío que me dejó su coche para pasar la noche. En el interior del coche
había un blog de redacciones hechas por otros Erasmus. Algo así como las pautas
para una revolución cultural en el seno de la Unión Europea, pensé. Demasiado
para mi joven mente. Empecé a hablar sólo creyendo que me estaban escuchando
desde algún sitio. Empecé a dar las gracias a todos los genios que me habían
iluminado. Más que nunca, me creía un Mesías. Intenté arrancar el coche en
vano. Quité el freno de mano y el coche se deslizó un poco hacia abajo. Un
tranvía pasaba una y otra vez. Uno de los conductores se bajó a ver qué pasaba,
pues el coche estaba metido un poco en la carretera. Yo lo que quería era que
me ayudase a arrancarlo, pero no encontraba las llaves por ningún lado.
Poco antes de amanecer
abandoné el coche. Me puse a caminar descalzo por los adoquines de Lisboa. En
un árbol en frente del coche encontré un palo de madera que utilicé como
bastón. Así seguí caminando hasta que encontré un parque. Allí me puse a
meditar sobre lo que me estaba sucediendo. Me columpié un rato. Una señora pasó
con sus niños. Asustada, se alejó rápidamente. Al rato volví a caminar. En una
calle amplia encontré a un policía y le dije que me habían robado. Le pregunté
por el hospital. Me acompañó a coger un taxi. Pero yo quería seguir mi vía
crucis particular. Así que al taxista le dije que me llevase hasta Oriente, que
es donde hicieron la expo del 98. Cuando llegamos me puse a beber zumo de
naranja de forma exagerada en un chiringuito que encontré, la gente se paraba
cuando me veía y se quedaba flipando. Cuando me quedé sin fuerzas me dirigí a
la comisaría más cercana, dentro de un centro comercial de allí. Me cogieron un
taxi y me llevaron al hospital.
En el hospital lo
primero que dije fue que tenía miedo de las personas. Pero no me hicieron mucho
caso. Lo que entendí después es que dejaron que mi locura llegase hasta el
final. Me dieron cita para ir al día siguiente a hablar con un psicólogo y
posteriormente con un psiquiatra. Los policías fueron a mi casa, a la casa de
los gays y vinieron las dos chicas francesas a recogerme. Pero yo seguía
estando fuera de mí. En cuanto abandonamos el hospital empecé a pedir zumo de
naranja y me marché. Las dos chicas me dejaron irme, creyendo que iría a por
zumo de naranja y volvería pronto. Pero no fue así. Llegué hasta una gasolinera
y me compré un par de botellas de Sunny Delight. Después de bebérmelas dentro
de la gasolinera, empecé a vomitarlo. La dependienta me insultó un poco y salí
de allí.
Lo siguiente que hice
fue llamar a los telefonillos de unos edificios que encontré. Quería hablar con
Einstein. Después descubrí el número de Dios, el 0. Mi mente perturbada dedujo
que nuestros nombres eran números en realidad y que cada uno de nosotros tenía
un número asignado. Los números auténticos eran del 1 al 6. El 0 era el número
de Dios. A partir del 7 eran una invención moderna para cuadrarlos hasta el
número 10, y así se obtenía el sistema decimal.
Seguí caminando y entré
en el estadio del Sporting de Lisboa. Estaba como una puta cabra, fuera de mí.
Empecé a vaciar los extintores. Poco después se activó la alarma anti-incendios
y comenzó a caer agua del techo. Me pegué una ducha y cerré los ojos. Entonces
creí ver a la santísima Trinidad. Nunca había estado tan cerca de Dios, pensé.
A continuación aparecieron unos policías con malas pintas que empezaron a
cascarme. Yo me acurruqué como si fuese el cordero de Dios que quita el pecado
del mundo y dejé que me pegaran. Por fin llegó otro policía con mejor aspecto
que me preguntó si quería denunciar a los otros policías que me habían pegado.
Le contesté que no, que no quería denunciarles.
Me llevaron a una
comisaría cercana y me preguntaron mis datos. Al final revelé mi auténtica
identidad y el lugar donde me hospedaba en Lisboa. Entonces vinieron el casero
y dos compañeros de piso. Me trajeron ropa para que me cambiase. Pero mi locura
seguía a flor de piel. Primero fui a un psiquiátrico un poco extraño, la
enfermera que me atendió llevaba una carta. Nunca sabré lo que contenía. Me
hicieron algunas radiografías, yo seguía dándole vueltas al coco y me creía una
especie de Terminator al que habían implantado el cerebro de Jesucristo,
conservado durante dos milenios en recipientes llenos de whisky.
Finalmente me sacaron de
allí porque no me correspondía aquel hospital. Me llevaron a otro hospital y yo
seguía ahí haciendo mi revolución particular. La médico que me atendió me
preguntó por qué hacía todo aquello y le contesté que lo hacía por las mujeres
del mundo. Poco después aterricé en lo que me estaba sucediendo, resulta que me
estaban encerrando. Entonces enloquecí más si cabe. Me quería escapar. Pensaba
que me querían lavar el cerebro. No estaba tan lejos de la realidad. Empecé a
decir que era el hijo de Johnny Depp y me creía un indio mohicano. Me puse a
aullar como hacen los indios, uuh uuuh uuuh uuh uuh. Por fin me metieron unos
cuantos chutes y me llevaron al psiquiátrico.
Tengo vagos recuerdos de
lo que sucedió después pero tampoco es tan importante. Drogado completamente
vinieron mis padres a verme. Charlé con el psiquiatra y le conté mi rollo
revolucionario. Y empecé a escribir poesía. Arrojé un poco de luz dentro de
aquel lugar. En total, estuve 2 semanas en el psiquiátrico. Después de aquello
volví a Madrid y estuve un largo tiempo con una depresión brutal. Pero ahora
veo todo aquello como un renacer que tuve."
Madrid, 1 de Noviembre
de 2005.
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